segunda-feira, 30 de março de 2015

Por um Atlético Paranaense menos "cinza" dentro de campo.

Investimento na base é importante? Muito!

Investimento em infra-estrutura é importante? Demais!

Mas o "negócio futebol" só existe porque tem quem consome. E quem consome que ver o que? Futebol!

Eu sei, tem que pagar a Arena da Baixada.

Eu sei, não se pode cair nas loucuras dos outros clubes, oferecendo salários astronômicos para jogador que mal saiu da base...

Mas imagine se o foco de investimento do Clube Atlético Paranaense fosse o futebol, aquele jogado dentro do campo!

...

O que seria exatamente igual? Só o goleiro: Weverton. A partir daí, tudo seria diferente.

Sueliton, a melhor contratação de 2014, mesmo com suas limitações, continuaria sendo um dos líderes em assistências pra gol;

Manoel seria parceiro de Gustavo na zaga, acertando 99% dos botes;

Natanael, com a segurança de Manoel, Gustavo e Deivid dando cobertura na "destruição", teria liberdade para fazer o que sabe, atacar loucamente;

Hernani, piá promissor da base, teria a companhia de Everton e Nathan na meia, podendo ser o fator surpresa deste time;

Everton e Nathan, com expectativas de crescimento financeiro e profissional, ficariam no clube, participando de Libertadores ano sim, ano não;

Marcos Guilherme teria N chances para errar, até amadurecer e comprovar o potencial que tem, já que Marcelo no ataque, com mais experiência, seria a válvula de escape para dias onde as coisas não estão funcionando;

No banco teríamos Ederson e Douglas Coutinho, como alternativas para formatação de um sistema ofensivo diferente;

Também teríamos Bady e Felipe para momentos em que precisamos de mais cadência no meio-campo;

Crysan e Bruno Mota entrariam a cada dois jogos, ganhando ritmo e experiência aos poucos;

O Atlético hoje é assim: "cinza".
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Veja que citei apenas jogadores que passaram pelo clube recentemente e que jogaram as últimas partidas, sem abrir muito o leque...

Mas vamos além... E fora de campo, se nos investimentos em infra-estrutura o foco fosse o torcedor?

...

A Baixada estaria 100% finalizada, sem tetos, sem dívidas;

Os sócios preencheriam quase que completamente o "meio" do estádio (GV e BI), com média de 20 mil sócios por jogo;

Ingressos avulsos seriam vendidos a R$40 reais, R$20 a meia-entrada, apenas para os setores atrás dos gols, permitindo que torcedores com menor poder aquisitivo fossem aos jogos 1 vez por mês;

Com casa cheia e novos talentos ficando no clube, teríamos novamente uma torcida quente e participativa;

Com o futebol em evidência as ofertas pelos nossos atletas seriam muitas, e tentadoras, nos fazendo perder (ou vender, como queira) um ou dois dos talentos por ano, mas mantendo a base para o ano seguinte;

Com um time rápido e de bom toque de bola, o gramado da Baixada seria muito bem cuidado, sempre impecável;

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Ilusão? Utopia? Simplista demais?

Talvez!

Mas fato é que em momento distintos, cada um desses itens já foi realidade.

Posso estar muito errado, e torço para isso... Mas eu duvido que "torneio da morte" seja uma etapa de um planejamento para o sucesso.

SRN

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Sobre a fase "cinza" do "CAP", leia mais:

Furacao.com - Paradoxo, parte II
Blog do Trétis - CAP, o meu Atlético interino


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