quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Os 9 pontos que livraram o Atlético Paranaense do rebaixamento

Atlético Paranaense na porta da ZR.


Algumas semanas atrás, logo após as duas previsíveis derrotas fora de casa para Coritiba e São Paulo, eu afirmava que a situação era complicadíssima, e mais uma derrota em jogo "pra ganhar" poderia decretar o rebaixamento.

Mas também lembrava que a sequência era boa, com 3 jogos relativamente tranquilos contra Figueirense, Flamengo e Criciúma. Obter 6 pontos desses 9 disputados era obrigação pensando em fuga do rebaixamento. Já obter 9 pontos seria praticamente se livrar definitavamente da ZR.



E os 9 pontos vieram.

Recuperação na Arena da Baixada.


Em casa, contra Figueirense e Flamengo, o Atlético Paranaense pareceu o time do ano passado. A zaga foi segura, mesmo quando exposta, em alguns momentos. A volância jogou muito, com Deivid sendo destaque nas duas partidas. O meio e ataque criou como ainda não tinha feito este ano, principalmente com a entrada de Delatorre no lugar de Marcos Guilherme. Marcelo voltou a ser "Marcelo Bolt", com arrancadas e assistência, participou de 3 dos 5 gols atleticanos nas duas vitórias.

E assim vieram os primeiros 6 pontos.

Voltando a vencer fora de casa.


Contra o Criciúma, fora de casa, um empate já seria interessante, "segurando 2 pontos" de um adversário direto e levando um ponto pra casa. O time não foi bem como nas duas partidas anteriores, em casa, levou sufoco em alguns momentos do jogo, principalmente logo depois da entrada de Paulo Baier. Mas novamente a volância e a zaga, com destaque para Deivid e Cleberson, seguraram a onda do ataque adversário.

No meio e ataque, diferente das partidas anteriores, pouco criamos. Marcelo não conseguiu ter bom aproveitamento, Dellatorre pareceu cansado desde o primeiro minuto de jogo, e Bady errou passes demais. Apenas Cleo conseguia segurar as poucas bolas que chegavam para seu domínio, e distribuia com certa qualidade.

Mas, se antes a saída de Marcos Guilherme foi decisiva para as vitórias, desta vez a sua entrada definiu o jogo. O meia entrou mais para marcar do lateral adversário, que apoiava bem, mas também para arrancar em contra-ataques rápidos, coisa que Dellatorre não vinha conseguindo fazer. E na primeira chance que teve, arrancou bem, chutou mal, e contou com a falha do goleiro. A bola sobrou para Cleo, que guardou. Depois o meia ainda perderia um gol cara-a-cara com o goleiro, numa jogada de contra-ataque criada por ele mesmo. Bem ou mal, ainda com deficiências, muito jovem, Marcos Guilherme decidiu a partida. E assim deve continuar, entrando no segundo tempo para tentar mudar algumas partidas em nosso favor.


Próximas rodadas


As duas vitórias em casa eram obrigatórias também pela sequência de jogos do Furacão nas próximas rodadas: Fluminense (fora), Atlético-MG (casa) e Botafogo (fora).

E pelo mesmo motivo a vitória contra o Criciúma foi sensacional. Afinal, imagine a pressão que seria o jogo contra o Atlético Mineiro em caso de derrotas contra Criciúma e Fluminense.

SRN

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A vitória contra o Figueirense e as vaias da torcida

Torcida do Atlético vaiou jogadores
durante a partida.
Não tive tempo de escrever sobre a importante vitória do Atlético Paranaense sobre o Figueirense, por 3 a 0. Por isso, deixo aqui "chamadas" para dois posts sobre o jogo, que na minha visão, destacam bem os pontos principais dentro e fora de campo.

O primeiro, "Com (o) 11 é bem mais fácil!", é do Blog do Torcedor, no globoesporte.com, segue um trecho:


"... Sem Hernani, cortado de última hora, o Atlético começou o jogo com Weverton, Suéliton, Cléberson, Gustavo e Natanael; Deivid, Paulinho Dias, Bady e Marcos Guilherme; Marcelo e Cléo. Encontramos um Figueirense muito fechado e que desde o início da partida já se mostrava satisfeito com o empate. Como em poucas vezes aconteceu no campeonato, o Atlético teve muito mais posse de bola e buscava o gol. Paulinho Dias e Bady tiveram boas chances, mas aos 21 minutos Marcos Guilherme desperdiçou a melhor delas ao perder um gol debaixo da trave. Com erros de passes, a torcida atleticana começou a ficar impaciente e escolheu um alvo. O camisa 10 rubro-negro passou a ser vaiado, injustamente. Não pela performance, muito abaixo da média. Mas simplesmente porque ninguém melhora sendo xingado no meio de uma partida... " via @fusketa

Para ler na íntegra, acesse o link: http://globoesporte.globo.com/pr/torcedor-atletico-pr/platb/2014/10/13/com-o-11-e-bem-mais-facil/


O segundo, "Chega de vaias na Baixada", é do blog No Olho do Furacão, no espnfc.com.br, segue um trecho:


"... Se novamente somos obrigados a conviver com um elenco muito aquém das expectativas e potencialidades, façamos um pacto de apoio durante os 90 minutos. Incentivar tiriças não fará deles craques, nem demonstra satisfação com o trabalho da diretoria de futebol, mas resgata a essência da torcida atleticana e nos aproxima da permanência na Série A para 2015. As cobranças devem ser feitas, mas de modo que não atrapalhem ainda mais o rendimento do combalido escrete. Fica combinado: vai pra Baixada? Durante o jogo, apoie!" via @falapaulao

Para ler na íntegra, acesse o link: http://espnfc.espn.uol.com.br/atletico-paranaense/no-olho-do-furacao/chega-de-vaias-na-baixada

Os melhores momentos da partida pela TVCAP:




SRN

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domingo, 5 de outubro de 2014

[Pós-Jogo] Derrota no Atletiba: Coritiba 1 x 0 Atlético Paranaense, no Couto Pereira

Veja como foi a derrota do Furacão por 1 a 0 contra o Coritiba

Em mais um boa atuação do sistema defensivo rubro-negro, desta vez quem "achou" um gol foi o adversário. Ofensivamente, o Atlético foi mal nas conclusões no primeiro tempo, e mal na criação no segundo.

O primeiro tempo foi praticamente todo dominado pelo Furacão, que teve chances claras de gol com Marcelo e Marcos Guilherme. Pelo lado do Coritiba, a única chance de gol foi de Joel, em falha grave de Cleberson.

Já o segundo tempo foi inteiro coxa-branca, que logo no primeiro minuto "achou" um belo gol de fora da área, sem chances para Weverton. A partir daí o Atlético Paranaense não criou mais, e acabou "chegando" apenas nas bolas paradas.

As notas dos jogadores atleticanos

Weverton 6 - Seguro quando cobrado, em poucas oportunidades criadas pelo Coritiba. No gol adversário pouco pôde fazer.

Sueliton 5 - Inseguro na marcação, perdeu muitos duelos diretos com Zé Eduardo, levando cartão amarela e sendo substituído no intervalo por isso. Na frente conseguiu criar a principal jogada do Atlético, perdida por Marcelo.

Cleberson 4 - Foi seguro na maior parte do jogo, até errar o tempo da bola num "balão" fácil de ser cortado e deixar Joel cara-a-cara com Weverton. A partir desse momento voltou a errar lances bobos.

Gustavo 5 - Regular. Não comprometeu.

Natanael 5 - Subiu mais ao ataque que em jogos anteriores, puxando alguns bons contra-ataques, mas pecando no passe.

Deivid 6 - Novamente bem, com muitos desarmes e poucos erros de passe.

Hernani 6 - Foi bem, com alguns bons desarmes e saindo bem pro jogo. Foi o "armador" do time.

Marcos Guilherme 2 - Mais uma vez teve chances e desperdiçou. No quesito passe foi um desastre, errando passes de 5 metros.

Marcelo 3 - Perdeu a melhor chance do jogo. Caiu em todas as jogadas mesmo sem sofrer falta.

Douglas Coutinho 4 - Perdeu boas chances de marcar, abaixo da média.

Cleo 6 - Mesmo sendo o jogador "menos técnico" do ataque, foi novamente o melhor do setor com boas assistências.

Damasceno 5 - sofreu duas ou três faltas que levaram perigo num momento em que o time não conseguia criar mais.

Sidcley 3 - Entrou apagado, mal novamente.

Mario Sergio 3 - Entrou errando tudo, é fraco demais.

Próximas rodadas

Na próxima rodada o Furacão enfrenta o São Paulo fora de casa. A derrota é provável, e nos deixará a "uma derrota" da zona de rebaixamento. Ou seja, a gordura adquirida no início da competição acaba em caso de derrota para o tricolor paulista.

A "boa notícia" é que depois o Atlético Paranaense terá uma sequência de dois jogos em casa. Vencer será obrigação. Considerando o resto da tabela, não conquistar 6 pontos nos próximos 9 disputados pode significar o rebaixamento.

SRN

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