terça-feira, 29 de julho de 2014

O bom senso contra o "sistema", já escolheu seu lado? Eu já!

Nunca foi tão claro para ver qual é o caminho correto para o futebol brasileiro no que diz respeito a gestão. Vamos pressionar para ter chance de mudar.

Reproduzo aqui, na íntegra, a carta aberta de Paulo André se posicionando contra a aprovação da LRFE no formato que está.

bom senso fc
Paulo André, integrante do
 Bom Senso FC.
"Por Paulo André, do Bom Senso FC.

Vou explicar porque sou CONTRA o projeto de lei de responsabilidade fiscal do esporte que propõe parcelar a dívida dos clubes. Do jeito que está, ele exige apenas a apresentação da CND (Certidão Negativa de Débito), uma vez por ano, como garantia “inquestionável” de uma gestão transparente no futebol nacional. Isso é uma vergonha e justifica o desespero dos dirigentes e a pressão da “bancada da bola” para aprová-lo urgentemente, como ficou claro na última sexta feira, quando os presidentes de clubes se encontraram com a Presidente Dilma.

Além disso, dói só de pensar que mais de R$ 4 bilhões sumiram no futebol e nenhuma alma será punida (exceção aos torcedores que são punidos diariamente por verem seus times capengando por aí). No caso específico dos débitos de que trata a LRFE, se o Governo aceitar parcelar a dívida, os dirigentes que cometeram irregularidades não mais poderão ser acionados por crime de apropriação indébita. Traduzindo burramente, se alguém deve dinheiro ao banco e a entidade, sabendo da dificuldade do devedor em quitar a dívida, resolver parcela-la, assunto encerrado. Basta a pessoa cumprir as condições propostas e o pagamento em dia que ninguém poderá acusá-la posteriormente.

Então é essa a discussão que você precisa entender.

Se o Congresso Nacional e a Presidente Dilma, que representam o povo nesse debate, optarem por tomar o caminho de parcelar a dívida e consequentemente isentar os dirigentes pela infração, que a decisão seja tomada pela certeza da GARANTIA de contrapartidas claras e severas, cuja fiscalização seja eficaz e a punição aos clubes e aos dirigentes seja direta.

Não caiam no papo do Sr. Vilson de Andrade, espertalhão, que diz que eles (dirigentes de clubes) defendem uma punição mais dura do que a que propõe o Bom Senso. “90% da proposta deles (jogadores) está incluída na dos clubes. Eles falam em perda de pontos, nós falamos em rebaixamento. Essa é a grande diferença”, disse, com gigantesca cara de pau, o atual presidente do Coritiba. Ele sabe que, do jeito que está, a LRFE não punirá ninguém. Dizer que há severidade em apresentar a CND uma vez por ano para garantir que os clubes que não pagarem em dia as parcelas do “financiamento” sejam rebaixados de divisão é coisa de quem está mal intencionado. E achar que isso é suficiente para moralizar o futebol brasileiro é uma ofensa à inteligência alheia.

Sr. Vilson, cadê o controle de déficit sob pena de punição esportiva? Cadê a garantia do cumprimento dos contratos de trabalho sob pena de punição esportiva? Cadê o limite do custo futebol sob pena de punição esportiva? Cadê a padronização das demonstrações financeiras e a reavaliação do endividamento sob pena de punição esportiva? Cadê o parcelamento da dívida trabalhista já transitada sob pena de punição esportiva? (Desculpe os termos técnicos mas são cinco pontos imprescindíveis, propostos pelo Bom Senso F.C e ausentes no projeto dos clubes).

Ora, chega de enrolação! Tratemos o assunto com a seriedade com que ele deve ser tratado. Vocês são presidentes de clubes de futebol, não estão acima do bem e do mal!

Então, amigo, Secretário do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento, temos que correr para quê? “Tem clube que não chega ao final do ano se esse projeto não for aprovado”, disse ele. E daí? Há clubes que estão há sei lá quantos anos se apropriando do IR e INSS de atletas, usando esse dinheiro “sujo” para contratar mais jogadores e aumentar suas dívidas à espera do “perdão” do Governo e somos nós que temos que correr? O clube escocês do Glasgow Rangers, mais vezes campeão nacional no planeta, quebrou, recomeçou na quarta divisão e sua torcida não o abandonou por isso. O Napoli, a Fiorentina e o Racing também.

Se querem moralizar, façam direito. Parem de correr e pensem. Não é isso que se pede aos jogadores “brucutus”? Estamos tratando com alguns dirigentes “brucutus” então chegou a nossa vez de lhes pedir: Parem de correr e pensem. Será que vale tudo nesta terra de ninguém? É preciso restringir a possibilidade de erro, de corrupção e defender melhores práticas de gestão que refletirão diretamente na qualidade do produto final, dos clubes e do espetáculo do futebol brasileiro.

A Presidente e o Congresso Nacional estão entre a cruz e a espada: Ou se apoiam numa possível benção do voto do torcedor apaixonado (desprovido de razão) e deixam passar tudo como está (inclusive via MP – um absurdo), ou se aproveitam da maior oportunidade de se reformar e de se modernizar o futebol brasileiro, optando por incluir as emendas levantadas pelo Bom Senso à LRFE para garantir de verdade uma gestão melhor e mais transparente no nosso futebol. Esta decisão deverá sair esta semana e nós acompanharemos de perto para saber quem está jogando para quem. Que cada um escolha o seu lado, porque o meu, já escolhi."


SRN

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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Pós-Jogo - Atlético Paranaense 0 x 3 Fluminense - Arena da Baixada

Melhores momentos de Atlético Paranaense 0 x 3 Fluminense


O primeiro tempo foi de total domínio do Fluminense. O Atlético parecia ter 2 a menos em campo, com um meio campo vazio e 3 atacantes na frente que não conseguiam, sozinhos, armar um contra-ataque.

Doriva arriscou manter o esquema que deu certo contra Flamengo (segundo tempo) e Criciúma, num 4-3-3 buscando os contra-ataques rápidos com Douglas Coutinho, Marcelo e Marcos Guilherme. O problema de manter esse esquema contra um time qualificado foi antecipado por vários torcedores: as falhas do sistema defensivo ficaram mais evidentes, e o bom sistema ofensivo sofreu muito mais para criar jogadas perigosas.

O Fluminense tem elenco para disputar o campeonato no G4, talvez brigando pelo título. Controlou a maior parte da partida com facilidade, com jogadores "sobrando" na área em trocavam passes (meio-campo), e contando com falhas individuais até previsíveis do nosso sistema defensivo.


Destaques do jogo


Doriva foi o destaque negativo do jogo, o 4-3-3 não deu certo e ele demorou para mexer no sistema, mesmo que buscando o ataque sempre, o que é louvável;
Leo Pereira vinha de jogos horríveis e numa derrota de 3 a 0 até que foi bem;
Cleberson conseguiu perder duas jogadas que criaram perigo contra nós, com a bola "dominada" (com ele a bola nunca está completamente dominada) em menos de 2 minutos;
Sueliton apoia bem, mas nos 3 jogos pós-Copa, as principais jogadas dos rivais saíram do seu setor, problema para Doriva resolver;
Deivid "gastou" os passes certos contra o Criciúma. Contra o Fluminense errou TUDO.

Notas Atlético-PR


Weverton - Nota 4.5
Sueliton - Nota 4
Cleberson - Nota 2
Leo Pereira - Nota 6
Natanael - Nota 5
Deivid - Nota 3
Otávio - Nota 4
Marcos Guilherme - Nota 6
Douglas Coutinho - Nota 4
Marcelo - Nota 5
Ederson - Nota 3
Mosquito - Nota 5
Bady - Nota 5
Delatorre - Nota 5.5

SRN

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pós-Jogo - Atlético Paranaense vence Flamengo pelo Brasileiro 2014

Atlético Paranaense vence Flamengo em Macaé



Destaques do jogo


  1. Weverton foi pouco exigido durante a partida, e quando foi bombardeado, no final da partida, pegou tudo;
  2. A dupla de zaga Cleberson e Leo Pereira transpirou inexperiência. Cheios de boas intenções, tentaram sair jogando com uma qualidade que (ainda) não tem, com isso as trapalhadas foram constantes, "criando" diversas chances para o Flamengo;
  3. Nas laterais temos ótimos titulares, a cada dia melhores. Sueliton foi muito bem. Já o reserva Lucas Olaza é sem sal;
  4. Derley definitivamente só jogou pois Deivid estava suspenso;
  5. Otávio busca sempre o melhor passe possível na jogada, isso é ótimo. Mas ele parece esquecer do adversário o marcando e perde muitas bolas no meio-campo, normalmente gerando contra-ataque adversário;
  6. No meio temos opções interessantes e com alternativas diferentes para o treinador, o que significa que Doriva pode mudar o time do meio pra frente conforme o adversário, mantendo o nível técnico;
  7. Marcos Guilherme parece não cansar nunca;
  8. Marcelo Cirino entrou e sobrou, o seu anúncio de "fica" é mais importante que qualquer outra contratação;
  9. Dentro de campo, Douglas Coutinho parece "um Marcelo" em formação;
  10. Doriva armou e escalou o time da melhor maneira possível com o elenco que temos. Animador.


Notas

Weverton - 7.5
Sueliton - 8
Cleberson - 5
Leo Pereira - 3
Lucas Olaza - 4
Derley - 4
Otávio - 5
Marcos Guilherme - 5.5
Bady - 5.5
Douglas Coutinho - 7.5
Ederson - 7
Marcelo - 6
João Paulo - 6
Paulinho Dias - s/n

SRN


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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pré-jogo Flamengo e Atlético Paranaense no Estádio Moacyrzão em Macaé-RJ

[Foto: Site oficla do Atlético-PR]
Furacão do Blog do Furacão

4-2-3-1 - Weverton; Sueliton, Drausio, Léo Pereira, Lucas Olaza; Otávio, João Paulo; Bady, Nathan, Marcos Guilherme; Ederson.

Durante a partida

Marcelo como segundo atacante ou meia-direita;

Mosquito como centro-avante ou segundo atacante;

Cléo como centro-avante;

Douglas Coutinho como segundo atacante ou centro-avante;

Provável escalação

4-4-2 ou 4-2-3-1 - Weverton; Sueliton, Cleberson, Léo Pereira e Lucas Olaza; Derley, Otávio, Bady e Marcos Guilherme; Douglas Coutinho e Éderson

Palpite

Flamengo 1 vs 2 Atlético Paranaense

SRN
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Paulo André "clama" pela democratização da CBF.

Reproduzo aqui o texto de Paulo André, na íntegra, pela reformulação no futebol brasileiro.

"Para não parecer oportunista, apesar de estar lutando publicamente contra as mazelas do nosso futebol há um bom tempo, decidi não escrever sobre o jogo, os sete gols, a comissão técnica, etc.. O resultado da partida e a consequente eliminação do Brasil não alteram, em nada, a minha opinião sobre a crise existencial que arrasa o futebol brasileiro há mais de uma década. Porém, devo confessar que o título, se conquistado fosse, me assustaria na mesma medida de grandeza que me assustou esta impressionante derrota. No fim, a vitória (pela qual eu torci) também não influenciaria a minha análise, apesar de eu saber que passaria os próximos 10 anos falando às moscas, como faz, desde 2002, o meu querido amigo, visionário e fundador da Universidade do Futebol, Prof. Medina.

Nos últimos dois dias muito se falou, muito se escreveu e muito se criticou. O que só fez aumentar o meu temor com relação ao futuro. Digo isto porque este filme é uma cópia fidedigna do que aconteceu na derrota do Santos para o Barcelona, em 2011. Aquele jogo deixou a mesma péssima impressão, de homens jogando contra meninos; causou os mesmos óbvios questionamentos (exaustivamente mastigados pela crítica) e, promoveu uma tentativa de caça as bruxas, mudança de mentalidade e "evolução tática" que em nada resultou. O buraco é muito mais embaixo. Os que dirigem o futebol nacional não deram as caras, se esconderam em ambas oportunidades. Como de costume, evitaram e evitarão ao máximo falar sobre as propostas para o futuro pois não entendem bulhufas do que deve ser feito. Entendem de política, de se manter no poder, de explorar o futebol, de mamar nas tetas da vaca. E como disse o senhor José Maria Marin na primeira reunião do Bom Senso na CBF: “Posso afirmar que não temos nada a aprender com ninguém de fora, principalmente no futebol. Sempre tivemos os melhores do mundo no Brasil. Já vencemos cinco vezes a Copa”. 

Ninguém tem necessidade daquilo que desconhece. “Coitado”, ele e seus pares achavam que tudo ia muito bem e que o talento bruto resolveria a questão. Pior, nem fazem ideia de que a Seleção Brasileira é o menor, apenas a ponta do iceberg (incrível dizer isso depois de tomar de 7), dos problemas do nosso futebol. 

Devemos aceitar esta derrota como mais uma das muitas importantes lições (sociais e esportivas) que a Copa nos trouxe até aqui. Se a procura por um legado era apenas para justificar o excesso dos gastos públicos, agora passou a ser o último lampejo de dignidade. Então proponho uma solução ao caos, DEMOCRATIZEM A CBF e salvem o futebol brasileiro. 

Campeões, Bicampeões, Tricampeões, Tetracampeões, Pentacampeões, vocês que construíram o futebol brasileiro dentro de campo, estão convocados. Precisamos de vocês, precisamos ainda mais dos que já provaram sua capacidade fora de campo, gerindo, planejando, vivenciando o que há de melhor no futebol contemporâneo mundial. 

Zico, Tostão, Leonardo, Raí, Cafu, Juninho Pernambucano, Kaká, Ricardo Gomes, Roque Junior, Edmilson, Juninho Paulista, Vagner Mancini, Tite, Paulo Autuori e tantos outros, venham, passou da hora de discutirmos um plano de desenvolvimento nacional do futebol, de criarmos regras e licenças para capacitar os novos treinadores, de formarmos melhor as nossas jovens promessas, de desenvolvermos ou resgatarmos o estilo de jogo brasileiro, de protegermos as boas práticas de gestão, de punirmos os infratores, de trazermos as famílias de volta aos estádios de futebol, etc…

Se a CBF não promove esse debate, montemos a nossa Seleção fora dos gramados para desbancar a paralisia da entidade e desatar os nós das amarras políticas que impedem o desenvolvimento, a transparência e a democracia do nosso futebol. 

Não os queremos apenas para que deem a cara e tenham a imagem explorada, como aconteceu com alguns de nossos companheiros nos últimos anos. Queremos sua experiência, sua paixão pelo esporte, sua alma vencedora e incansável para concretizar mudanças significativas a longo prazo. Acadêmicos, cientistas, estudiosos também são bem vindos, o conhecimento de vocês é fundamental na construção de um novo rumo.

À imprensa e ao torcedor, digo: Não esperem milagres, não acreditem em soluções mágicas como uma simples troca de comissão técnica ou o aparecimento de um novo Neymar. Se o planejamento e o trabalho forem executados por pessoas competentes, apaixonadas e com conhecimento técnico em cada uma das diversas dimensões do futebol, ainda assim, levaremos pelo menos 10 anos para chegar lá. Uma caminhada de mil milhas começa com um simples primeiro passo. 

Abs,
PA"

Texto original na fanpage do jogador.

Sem mais!

SRN.

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