terça-feira, 1 de outubro de 2013

Atlético passará a receber R$135 milhões a menos que Corinthians e Flamengo em 2016.

A informação é do blog de Paulo Vinicius Coelho, na ESPN.com.br.

O abismo financeiro entre os clubes brasileiros aumentarão ainda mais em 2016.


"... o aumento próximo a 60% do dinheiro pago pelo contrato da Rede Globo com os clubes da Série A a partir de 1 de janeiro de 2016. Mas ficou devendo a lista completa de quanto cada um ganha e quanto ganhará. Até quatro anos atrás, a tabela oferecia R$ 25 milhões para Corinthians, Flamengo, Vasco, São Paulo e Palmeiras, R$ 18 milhões para o Santos, R$ 16 milhões para Fluminense, Botafogo, Atlético MIneiro, Cruzeiro, Grêmio e Internacional. Veja abaixo quanto cada um recebe hoje e quanto receberá a partir de 2016...

  1. Flamengo e Corinthians - De R$ 110 milhões/ano para R$ 170 milhões/ano
  2. São Paulo - De R$ 80 milhões/ano para R$ 110 milhões/ano
  3. Vasco e Palmeiras - De R$ 70 milhões/ano para R$ 100 milhões/ano
  4. Santos - De R$ 60 milhões/ano para R$ 80 milhões/ano
  5. Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo - De R$ 45 milhões/ano para R$ 60 milhões/ano.
  6. Outros integrantes da Série A - De R$ 27 milhões para R$ 35 milhões/ano"

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Abismo financeiro futebol
"Pagamos mais para os maiores e ponto"
O abismo nos valores pagos pela Rede Globo, entre Atlético e os clubes que mais receberão, poderá passar dos R$135 milhões, dependendo das assinaturas do pay-per-view.

Neste momento importante, onde vários atletas se organizam para reivindicar condições melhores de trabalho no futebol brasileiro, uma discussão mais ampla que envolva uma distribuição mais justa dos recursos entre os clubes precisa acontecer.

O presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, falou um pouco sobre isso na semana passada (veja aqui).

Exemplos bem e mal sucedidos não faltam, principalmente na Europa. E falando em futebol como negócio, como não olhar para a Premier League!?

Na Inglaterra, metade dos recursos - 50% - são divididos igualmente entre os clubes. Outra parte - 25% - é dividida conforme o desempenho do clube no campeonato. E os 25% restantes são divididos conforme as vendas de pay-per-view.

Vejo este modelo como perfeito para o futebol brasileiro. Sem algo parecido, nosso futebol se transformará em um campeonato espanhol nos próximos 10 anos.

Concordam?

SRN

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Mais sobre o assunto:

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