segunda-feira, 19 de agosto de 2013

5 razões para o sucesso do Furacão de Vagner Mancini

1. Luis Alberto titular.


Pode não ter sido "criação" de Mancini, mas o treinador o manteve na posição, mesmo com todas as desconfianças que o veterano despertava. E ele vem jogando melhor a cada jogo, com seu estilo "bola pro mato que o jogo é de campeonato", tem salvado várias situações de gol adversário, mesmo sem brilhantismo.

2. Bruno Silva titular.


A "frente da zaga" era o principal problema do Furacão "pré-Copa das Confederações". O time fazia gols, criava boas jogadas de ataque, mas tomava muitos gols com os zagueiros completamente desprotegidos. Bruno Silva chegou, vestiu a camisa de titular, e se mostrou um bom marcador, e quando faz o feijão com arroz, erra pouco com a bola nos pés.

É lógico que João Paulo tem um passe "agudo" muito melhor, mas corre muito menos e não vinha em boa fase, errando muitos passes, inclusive. Quem sabe entrando aos poucos, como tem acontecido, acabe roubando a posição que já foi sua.

Treinador do Atlético-PR
Vagner Mancini, treinador do Atlético.

3. Zezinho como segundo volante.


Ideia original de Carrasco, essa foi (e é) a posição onde Zezinho mais jogou bola no Furacão. Ao contrário de quando joga de meia armador, como volante "Cecinho" (como diria Carrasco) parece se transformar, correndo muito, ocupando todos os espaços, dividindo todas as bolas (as vezes até exagerando), e chegando com perigo sempre que sobe como "fator surpresa".

4. O "falso" atacante.


Vagner Mancini chegou e alterou o esquema tático do time, do 4-2-3-1 (que vinha dando certo ofensivamente) para o 4-4-2, com um losango meio torto na meiuca. E na ponta de cima do losango joga Paulo Baier, como um atacante "falso" que sobe entre os dois atacantes que jogam um pouco abertos. Muitas vezes o meia acaba ficando até na frente dos atacantes, que voltam mais para marcar.

Outros jogadores também poderiam jogar ali com semelhante eficiência, como Felipe ou Elias. O importante é que o esquema de jogo deu certo. Paulo Baier acaba sendo titular pela liderança nos momentos de nervosismo dentro da partida, e pelas bolas paradas (que já foram mais eficientes).

5. Ótimas alterações no time, antes e durante as partidas.


Sem alterar muito o time taticamente, Vagner Mancini tem colocado jogadores que acabam decidindo as partidas. Foi assim com Zezinho quando ainda era reserva. Tem sido assim com o artilheiro Ederson. Foi assim contra o Internacional, quando surpreendeu entrando com João Paulo e Zezinho como volantes, e dominou o meio-campo.

Errou em alguns momentos também, por exemplo tentando Jonas em uma das laterais, mas corrigiu no intervalo o substituindo por Carlos Alberto, que improvisado é melhor que o fraco lateral.

O importante é que vem acertando mais que errando.

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E assim, com o rubro-negro em quinto lugar, numa sequência invicta de 10 jogos, tenho que dizer (e comemorar muito) que Vagner Mancini "queimou minha língua"!


SRN

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2 comentários:

  1. Boa avaliação.. Concordo e tb acho que o João Paulo pode roubar a posição que era dele, até porque ele tem um "arma secreta" como trunfo, os chutes de média distância.

    SRN

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    1. Penso assim também Allan.

      João Paulo é mais jogador, mas não vinha em boa fase, principalmente na qualidade do passe...

      Agora, tem oscilado bons (contra o Inter) e maus (contra o Náutico) jogos neste quesito...

      Se conseguir maior regularidade volta a ser titular absoluto!

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