quarta-feira, 31 de julho de 2013

Segundo colunista do Lance, Atlético fez proposta para o consultor técnico do São Paulo, Milton Cruz.

Milton Cruz

Segue o post de Vitor Birner, no Blog do Birner:


"Milton Cruz disse ao Juvenal Juvêncio que recebeu ligação de Marco Aurélio Cunha e ouviu do ex-colega de clube a sugestão de abandonar o barco.

MAC é conselheiro do São Paulo e, como tal, não pode, sob hipótese alguma, trabalhar contra a instituição. Tem obrigação de defendê-la.

O episódio aconteceu logo após a saída de Ney Franco, quando o coordenador de futebol são-paulino assumiu o cargo de técnico interino e piorou muito o desempenho do time.

Peguei o celular e liguei para o vereador no intuito de ouvi-lo.

Ele confirmou a informação, porém ressaltou o contexto do diálogo.

Os dois são amigos e trocam ideias com frequência.

Durante a conversa, o funcionário do Tricolor reclamou da atual administração, falou de sua insatisfação com Adalberto Baptista, de propostas que recebeu doutros agremiações, como a do Atlético PR, e o ex-companheiro, por isso, tocou na possibilidade da demissão..."

Post completo aqui.

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

O time do Atlético regrediu

atlético paysandu
Gol perdido por Yago Pikachu

Impossível ver um lado positivo além da vitória na partida contra o Paysandu.


Pra mim a afirmação "o que importa é passar de fase" não vale para a atual situação do Atlético.

O time regrediu tática e tecnicamente.

Prova disso é que precisou da incompetência do adversário e do árbitro para passar de fase.

Não fosse o Inacreditável FC protagonizado por Yago Pikachu no primeiro tempo, e o pênalti bizarro marcado pelo carioca Grazianni Maciel Rocha, o Atlético teria saído da Vila Capanema, ontem, com um vexame nas costas.

Veja você mesmo:



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terça-feira, 16 de julho de 2013

Quantos pontos o Atlético pode fazer ainda no primeiro turno?

[Foto: Site Oficial]
Com apenas 6 pontos, na vice lanterna da competição, já é hora do torcedor atleticano começar a fazer cálculos de quanto falta para fugirmos da Zona do Rebaixamento. O "número mágico" é o mesmo de sempre: 45 pontos.

Proponho então uma análise simples e rápida dos próximos adversários do Furacão neste primeiro turno, tentando ser otimista e realista ao mesmo tempo. Segue os confrontos:

Corinthians (casa) - 3 pontos


Pela fase "morna" do adversário podemos vencer a partida. O que pode complicar é a volta de jogadores que estavam no DM, como Danilo e Sheik. O histórico recente é de empates (veja aqui).

Portuguesa (fora) - 1 ponto


Candidato ao rebaixamento, a Lusa pode ser considerada adversário direto. Mas pelo histórico horrível do Atlético contra eles jogando fora de casa (veja aqui), um empate pode ser um bom resultado.

Atlético-MG (fora) - 0 ponto


Melhor time do Brasil no primeiro semestre, ainda não perdeu dentro do estádio Independência, um empate pode ser considerado um excelente resultado, mas o resultado provável é a derrota.

Goiás (casa) - 3 pontos


Adversário direto e fraco, em casa. Nada além da vitória seria aceitável.

Bahia (casa) - 3 pontos


Adversário direto e fraco, em casa. Nada além da vitória seria aceitável. [2]

Internacional (fora) - 1 ponto


O colorado gaúcho vem formando times bons ano após ano, mas no Brasileiro insiste em não fazer boas campanhas, perdendo pontos importantes inclusive em casa. Podemos roubar um ponto deles.

São Paulo (fora) - 1 ponto


Time regular, com 2 ou 3 ótimos jogadores. Estão em crise hoje, mas na data do confronto podem não estar. Quase nunca vencemos lá (veja aqui), um empate seria um bom resultado.

Criciúma (casa) - 3 pontos


Mais um confronto direto, contra o time que provavelmente tem a folha salarial mais baixa da competição. Temos que vencer.

Botafogo (casa) - 1 ponto


Não tem um grande elenco, mas tem Seedorf, e vem organizado desde o início do ano. Hoje briga pelas primeiras posições, e se continuar neste ritmo, mesmo jogando em casa, um empate contra eles parece aceitável.

Náutico (fora) - 3 pontos


Lanterna do campeonato no momento, deve ser um dos rebaixados, e mesmo com um retrospecto horrível contra eles fora de casa (veja aqui), uma vitória seria fundamental para "matar" possíveis tropeços em casa.

Santos (casa) - 1 ponto


Depois de demitir Muricy, o time da Vila vem melhorando seu rendimento, com a principal contratação da temporada, Montillo, correspondendo as espectativas. Deverá ser um jogo complicado, um empate estaria de bom tamanho.

Vasco (fora) - 0 ponto


Time fraco, mas com um bom técnico recém contratado. Deve elevar o rendimento da equipe, que também contará com Juninho Pernambucano para o resto do campeonato. O retrospecto lá também não ajuda (veja aqui). Uma derrota não seria surpresa.

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Mancini


Com esses resultados (20 pontos em 36 disputados) o Atlético fecharia o primeiro turno com 26 pontos, provavelmente longe da ZR, o que daria forças para Vagner Mancini se manter no cargo para o segundo turno.

Num cenário menos otimista podemos imaginar empates contra Corinthians, em casa, e Náutico, fora, além de derrotas contra São Paulo e Internacional, ambas fora de casa. Com esses resultados o Atlético fecharia o primeiro turno com 20 pontos, provavelmente na ZR, e dificilmente com Mancini no cargo.

Situação complicada, mas longe de ser impossível. Vamos torcer!

SRN

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Atletiba e o filme que se repete ano após ano

atletiba
A bola do jogo, a imagem do jogo.
Weverton: 6

Fez duas boas defesas, uma num lance em que o bandeira não marcou impedimento claro de Deivid. Falhou em duas saídas de bolas, cortadas pela zaga.

Leo: 5.5

Foi muito mal durante praticamente toda a partida, mas após o gol coxa-branca, melhorou, e deu o passe para a bola do jogo, que Marcão perdeu.

Manoel: 7

Absoluto na zaga, deu pouco dos seus "chutões", seguro.

Luiz Alberto: 5.5

Atuação boa para seus limites, afastando a bola de qualquer maneira em lances fáceis e complicado.

Pedro Botelho: 3

Atacando, levou algum perigo buscando passes na diagonal para Ederson. Defendendo, o desastre de sempre, sendo principal responsável pela jogada do gol coxa-branca. Também protagonizou um lance bizarro, onde tomou um tapa de Robinho, valorizou demais e acabou com um amarelo injusto.

Bruno Silva: 6

Bem no início da partida, mas depois caiu de produção. Tem potencial para ser o primeiro volante titular.

Juninho: 5.5

Regular, marcou bem Alex nos momentos em que esteve colado no meia, mas com a bola nos pés, é limitado.

João Paulo: 5

Tecnicamente longe da sua melhor fase, ano passado, sempre marcou pouco, mas agora erra muitos passes também.

Zezinho: 3

Participou pouco do jogo, como de costume. Defendo que Zezinho só pode ser útil ao elenco se deslocado para segundo volante, disputando posição com João Paulo.

Everton: 7.5

Melhor jogo da principal contratação do Atlético para a temporada. Participou muito do jogo, com bons passes e cruzamentos, ganhando praticamente todas as jogadas em que esteve de mano da lateral para o meio.

Ederson: 5

Fez bem o pivô em algumas jogadas, desperdiçou uma chance num voleio difícil de ser executado.

Marcão: 2

Entrou bem no jogo, deu dois passes para finalização, mas no final... nem vou falar nada...

Paulo Baier: 3

Entrou, bateu uma falta.

Marcelo: [sem nota]

Entrou muito no final, deu tempo apenas para uma jogada sem sucesso pela direita.

Alberto: 3

Mudou o esquema do time para se defender, e com 5 jogadores no meio, obviamente ganhou o meio-campo, mas sem qualidade de saída. Além disso, manteve Zezinho como meia, o que já sabemos que dificilmente dá certo.

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O jogo

Na minha visão, Alberto mudou o esquema do time praticamente para um 4-1-4-1, onde Bruno Silva e Juninho revezavam como primeiro volante para marcar Alex. A linha de quatro da frente tinha Everton de uma lado e Zezinho do outro, com Ederson isolado na frente.

Everton levava perigo, por ser jogador da posição, já Zezinho pouco fez aberto pela direita e acabava sempre centralizando.

Pra mim esse esquema mais "defensivo" pode até funcionar se tiver qualidade também na saída de bola, ou seja, trocar Juninho, João Paulo ou Bruno Silva por meias.

Neste esquema, eu teria entrado com essa formação no meio (tornaria o time até mais ofensivo do que já era, com a bola):

Bruno Silva, Ederson, Zezinho, João Paulo, Everton.

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O filme que se repete

Somos vice-lanternas, e estamos seguindo a receita dos últimos 7 anos: iniciar o ano com um time fraco, mudar de técnico duas ou três vezes até perceber que precisamos de novos jogadores. Aí contrata, tenta não cair, e repete tudo no ano seguinte...

SRN

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

[OFF] Justo ou ilegal? O regulamento seletivo da Conmebol!

Coluna de Felipe Lobo, do Trivela:

"... O regulamento, no item VI, artigo 9.4, diz que a capacidade mínima para a final é de 40 mil pessoas. Ao que parece, o item será ignorado para que os dois times joguem em suas casas habituais. Ou, ao menos, haverá um acordo para que os dois times tenham permissão para jogar nos dois estádios, que são a casa de cada um deles. É justo, mas é ilegal. O que fazer? Não seria uma novidade a Conmebol burlar o regulamento que ela própria criou. Infelizmente, essa é uma prática comum. Regulamento tornou-se um acessório, algo para referência, não para cumprimento. Alguns já usavam exatamente esse argumento para dizer que o jogo deveria ser no Independência “pelo bem do futebol”.  Só que o bem do futebol é termos regulamentos cumpridos. Não adianta dizer que o regulamento é ruim, é ridículo, é isso ou aquilo. Os times aceitaram e assinaram. Não faz muito sentido passar por cima. E isso não é ser legalista, é ser justo...

... Em 2002, ano do último título do Olimpia, o São Caetano disputou a final no Pacaembu, porque o estádio Anacleto Campanella não tinha as chamadas condições mínimas para abrigar a decisão, já que não comporta os 40 mil lugares necessários. Em 2005, o Atlético Paranaense não pode mandar seu jogo na Arena da Baixada contra o São Paulo pelo mesmo motivo. Em ambos os casos, as justificativas foram que era um item do regulamento e, portanto, deveria ser cumprido. É preciso que o regulamento da Libertadores seja rediscutido...

... Há muito que precisa ser feito na Libertadores. Uma delas é justamente cumprir o regulamento. Atlético Mineiro e Olimpia podem mandar seus jogos até a decisão no Independência e no Defensores del Chaco? Acho até que isso é justo. Deveria poder. Só que o regulamento não permite. Então que isso seja colocado no regulamento essa mudança, não mudado apenas em função de quem chegar à final. Porque permitir que só alguns burlem o regulamento é mostrar que o regulamento só serve para alguns. Parece lembrar uma frase famosa, de origem controversa, mas atribuída a Benedito Valadares, jornalista e político, que foi governador, olha só, de Minas Gerais: “Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei”.  A nossa história está embebida com essa frase. Quando não gostamos de um regulamento, o consideramos injusto, prejudicial ou algo assim, em geral não lutamos para mudá-lo. Apenas damos um jeito de burlá-lo. Uma espécie de justiçamento. Se a lei não é justa, nós fazemos a justiça por outros meios...

... O caso desta final de Libertadores é evidente nisso: parece claro e límpido que o melhor é que os dois times possam mandar seus jogos no seu estádios. Até para o espetáculo parece bom. O bom senso diz isso. Então, o que fazer? Passar por cima do regulamento que outras vezes impediu alguns times de jogarem em seus estádios? Queremos que a lei só seja para quem não tem poder político? É uma pergunta que temos que pensar em responder. E não pensar só no casuísmo...."

Fonte: Trivela, coluna completa aqui!

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Vale lembrar que, em 2005, o Atlético construiu arquibancadas provisórias, elevando a capacidade da Arena da Baixada para além do limite necessário, e mesmo assim, as forças políticas "ocultas" fizeram com que o jogo fosse para o Beira-Rio. Relembre o caso: www.blogdofuracao.com/2010/07/verdade-sobre-libertadores-2005.html

Arquibancadas provisórias da Arena, em 2005

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