terça-feira, 26 de março de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sócio Furacão x Rotatividade na Arena da Baixada


Projeto da Arena da Baixada para 2014
Desde 2008 o Atlético tem um número de sócios que chega perto da capacidade do seu estádio, sobrando poucos ingressos para os "não-sócios". Ter cadeira garantida na Arena em qualquer jogo foi a grande vantagem dos planos de Sócio Furacão na época. Com o tempo, para evitar a "fuga" e incentivar novas associações, o Clube foi aumentando os valores dos ingressos para patamares exagerados, impraticáveis pra quem gosta de ir aos jogos moderadamente.

Enquanto o Atlético foi um dois poucos no Brasil com esse "diferencial", essa fórmula era válida, mas hoje, com praticamente todos os grandes clubes aumentando muito seus quadros associativos, o Clube precisa rever seus planos visando aumentar este quadro para valores muito superiores a capacidade da Arena.

Minhas sugestões para que isso possa acontecer são as seguintes:

- Criar mais uma modalidade de sócio torcedor, sem lugar garantido nos jogos, visando aumentar o número de sócios do clube para um patamar maior que a capacidade da Arena. Nesta modalidade o Sócio Furacão pode, por exemplo, pagar "meia-entrada" nos ingressos, com preferência de compra com relação aos "não-sócios";

- Limitar o número de sócios do plano atual (com cadeira garantida) para algo em torno de 50% do estádio, deixando 40% dos lugares com preferencial de venda aos demais sócios, além de 10% para o público rotativo (não-sócio), com ingressos não muito caros.

- Exigir que o sócio com lugar garantido confirme a presença em cada jogo, como é feito hoje nos jogos no Janguito, para que os lugares não preenchidos por eles possam ser (re)vendidos, primeiramente aos outros sócios e posteriormente aos demais torcedores. Assim o clube poderia cobrar um preço justo pelo ingressos avulso, já que estaria ganhando "duas vezes" pela mesma cadeira na Arena.

- O novo plano de sócio "sem cadeira garantida" também funcionaria como uma fila de espera para novos sócios "com cadeiras garantida", caso este já estivesse "sem vagas". A ordem, obviamente, seria pela data da associação.

- Todos os benefícios de descontos, além do direito a voto, seriam comuns aos dois planos de Sócio Furacão.


Preço justo

É importante manter um preço justo no ingresso avulso para que torcedores que não podem ser sócios também compareçam no estádio, mas sem desvalorizar os planos associativos. Tarefa difícil, para especialistas na área.

Setorização
Adicionar legenda

É uma forma de otimizar os ganhos, já que num universo de 20 mil sócios existe muitas faixas diferentes de renda. Cobrar mais por setores teoricamente mais nobres é algo relativamente simples.

AEG

Com a parceria do Atlético com a AEG, todos estes detalhes devem ser definidos pela empresa, que é especialista na área. De qualquer maneira, como Sócio e Torcedor, deixo aqui minhas sugestões!

SRN


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terça-feira, 19 de março de 2013

Um peso, duas medidas

Ontem o goleiro Santos, que disputa o Campeonato Paranaense com o elenco Sub-23 do Atlético, foi suspenso por uma dividida com Gil, volante do Coritiba. (leia mais aqui)



A jogada realmente foi mais "ríspida" que o normal, o que pode justificar a punição de "apenas" um jogo. O problema é o critério utilizado pelo tribunal, ou a falta dele.

Ano passado, no primeiro Atletiba da decisão, além de todos os erros absurdos já comentados aqui no Blog (Atletiba: jogo dos 7 erros), um chama atenção pela violência. Vamos a ele:


Com o jogador Bruno Furlan já caído, o meio Lincoln, do Coritiba, da um chute praticamente na cabeça do adversário, numa jogada completamente descabida e evitável. Naquela oportunidade, apesar de todas as reclamações da torcida e dos jogadores atleticanos, o árbitro nada marcou. E depois do jogo, com as imagens correndo a internet, o Tribunal nem julgou o caso.

Arbitragem

A expressão "um peso, duas medidas" também pode ser aplicada aos árbitros se compararmos o Campeonato Paranaense do ano passado com este ano. Vamos aos lances:

[2012] Bruno Mineiro é empurrado mais o juiz ignora.


[2013] Pênalti idêntico marcado a favor do Coritiba no final de semana (30s)

E o tal do critério, cade?

SRN

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sexta-feira, 15 de março de 2013

O Paraná vai acabar!

Era dia 1 de junho de 2012. O Atlético jogava a Série B e fazia seu último jogo do ano no estádio do Paraná Clube, a Vila Capanema.

Vitória meio "enganosa" de 3 a 0 sobre o Barueri, comandada por Paulo Baier, e ao final da partida a torcida cantava, prevendo o futuro: "Ahhhhhhh, o Paraná vai acabar, o Paraná vai acabar, o Paraná vai acabaaaaaaaaar". Parecia só uma provocação, mas era uma constatação.

Constatação porque todos sabiam que o "co-irmão" tricolor estava afundado em dívidas, e que era questão de tempo até que notícias de salários atrasados começassem a pipocar. Mesmo assim, sua diretoria, mesquinha e arrogante, exigiu condições absurdas, como pagamento a vista, para alugar seu campo para o Atlético.

pasto do paraná clube
Situação atual do "gramado" da Vila Capanema.
A imprensa especula que o Atlético pagava R$40 mil reais por jogo, entre dinheiro e melhorias. O gramado estava um tapete, e depois ficou claro que o Atlético era o responsável.

Hoje, um ano após o Atlético parar de mandar jogos na Vila, o Paraná se vê obrigado a pedir adiamento de um jogo (contra o próprio Atlético, por ironia do destino) pela falta de condições do gramado pra jogo. A diretoria do clube, que nos últimos 12 meses passou por algumas greves de jogadores e funcionários, assina um atestado de incompetência, admitindo que não tem capacidade e/ou recurso para manter um estádio de futebol com condições de jogo.

Agora, me digam, o que falta pro Paraná acabar?

Consequências

Fico curioso pra saber quais serão as consequências se o jogo, por provável determinação do árbitro, não acontecer. No mínimo uma generosa multa, certo FPF?

Gramados no Brasil

Esse é um assunto para um post inteiro, mas pra resumir, minha posição sobre o assunto é simples:
gramado ruim força o jogo feio, de chutões, furadas e lesões;
- gramado bom permite o jogo bonito, de toque de bola e chutes de primeira.

Por isso, passou da hora da CBF e das Federações exigirem gramados com excelentes condições, e não apenas "jogáveis".

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Ps.: Ainda acho que com inteligência, humildade, e abrindo mais a mão, o Atlético teria contornado a burrice da diretoria tricolor para continuar jogando na Vila. Também acho que jogando na Vila o Atlético não teria sofrido tanto pra subir.

SRN

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