segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O abismo financeiro do futebol paranaense


Nós, torcedores dos clubes considerados de fora do "eixo" do futebol brasileiro, gostamos de reclamar (e eu me incluo nessa) das divisões feitas com as cotas de televisão aqui no Brasil.

Como todos sabem, no Brasil as cotas são dividas considerando apenas um critério: popularidade! Fazendo contas básicas, fica fácil deduzir que esse tipo de divisão torna os grandes sempre maiores e os pequenos sempre menores, ainda mais considerando a velocidade com que essa "grana" aumentou nos últimos anos.

Isso precisa mudar, mas é "fácil" pra nós querermos um método mais "justo" no cenário nacional, onde somos os menos favorecidos. Agora pense no cenário estadual, o que acontece?

Independente de ter aceitado ou não a verba oferecida pela RPCTV, a dupla Atletiba recebe entre 4 e 5 vezes mais do que os clubes do interior, diferença maior do que a praticada no Campeonato Brasileiro.

Este ano, especúla-se que Atlético (se tivesse aceitado) e Coritiba ficaram com cerca de R$1,3 milhões, enquanto clubes tradicionais do interior, como o Londrina e Operário, brigaram muito pra chegar aos R$300 mil.

Londrina x União Bandeirantes em 1992 - 31 mil pagantes.

Isso só deixa o Campeonato Paranaense mais desigual, e menos interessante para o público que assiste pela TV. Já os clubes, continuam aceitando, mesmo vendo o Campenato Estadual ficar cada vez pior técnicamente.

Porque não mudar isso? Por isso, antes de brigar por métodos mais justos de distribuição de cenário nacional, precisamos arrumar a casa no cenário estadual.

Porque não utilizar exemplos de sucesso, já citados aqui no Blog, como a Premier League, da Inglaterra, ou a NFL, no futebol americano. É lógico que não basta "copiar" o modelo deles, já que os mercados são completamente diferentes. Mas existem pontos básicos a serem seguidos para um fórmula justa, que vise o crescimento do futebol no estado (ou país).

Atlético e Coritiba deveriam encabeçar negociações neste sentido, dividindo a cota, por exemplo, 50% igualmente, 30% por méritos e 20% por popularidade (PayPerView). Os números podem mudar, é claro, mas o princípio é básico e simples.

Imaginando que a TV desembolsou cerca de R$6 milhões pela transmissão do estadual em 2013, e seguindo mais ou menos a divisão citada acima, o primeiro clube em receita ficaria com algo em torno de R$750 mil e o último com cerca de R$600 mil.

Para os clubes do interior seria excelente, com mais que o dobro da receita atual. Já para os clubes da capital, considerando o faturamento anual, pouco seria perdido, mas teriam um campeonato muito superior, com uma preparação muito melhor para os campeonato nacionais além da disputa de um título que passaria a valer muito mais para o torcedor.

Então fica a dica, antes de pedir igualdade onde somos os "menores", vamos criá-la onde somos os "maiores"!


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