quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A motivação política/clubística regendo as decisões em torno da Copa do Mundo

Foto: arenacap.com
Impressionante como tudo que se decide sobre a Copa do Mundo em Curitiba, bem ou mal, sempre acaba mostrando motivação política ou clubística no final das contas.

Começando pelo próprio Atlético, que por meio da Diretoria utiliza termos como "os verdes", "os invejosos", "os traidores" como culpados por qualquer questionamento sobre as obras, sejam esses questionamento válidos ou não (mais aqui). Além disso, a irresponsabilidade em utilizar empresas relacionadas a familiares foi gigante. Não me interessa se é a melhor e mais barata, para esta obra, especificamente, não deveria ser feito assim (mais aqui).

O Governo Municipal e Estadual tenta falar e fazer o mínimo possível sobre o assunto, por medo da opinião pública e das urnas, sejam os projetos bons ou ruins para o interesse público. Inclusive tirando as discussões da pauta, temendo pressão dos vereadores num segundo turno que nem conseguiram chegar (mais aqui). No final, quando o estádio estiver pronto, posarão de autores da obra.

O Poder Legislativo fica na surdina esperando supostos escândalos para só aí se manifestar, e sempre representado por pessoas ligadas a um dos dois rivais curitibanos, sejam os escândalos verídicos ou absurdos. Tanto aprovações das leis, como também nos cortes aos ajustes das leis, as coisas foram feitas na base do interesse político/clubístico (mais aqui).

Até o Tribunal de Contas, que supostamente devia estar fiscalizando as obras "24/7", espera momentos (in)oportunos para fazer o máximo de barulho possível, e este representado até por integrante de Torcidas Organizadas. Parece um criança teimosa voltando no assunto "é dinheiro público ou não", quando deviam era analisar os meios utilizados na câmara de vereadores para beneficiar, com leis, o empreendimento com dinheiro PRIVADO (mais aqui e aqui).

A diretoria do Coritiba também adora falar do assunto, e numa aula de hipocrisia foi até a festa da torcida organizada, antes banida, falar em "tapa na cara do rival e do poder público" para anunciar uma pequena reforma em seu estádio. (mais aqui)

Por fim, boa parte dos torcedores parece cegar-se quando o assunto é Copa do Mundo. O bom senso desaparece, e todos com críticas e/ou opiniões contrárias viram inimigos mortais.

Muitos coxas acreditam com todas as suas forças que o Atlético manda na imprensa e no governo, que a diretoria está manipulando tudo e todos, numa enorme conspiração que visa desviar todas as verbas públicas e acabar com o time deles!

Muitos atleticanos acreditam que a imprensa e o governo é verde, que todos que um dia criticaram qualquer detalhe das obras é traidor e querem ver o mal do Furacão.

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No final das contas, poucos analisam os verdadeiros interesses e qualidades do projeto, e a Copa do Mundo (e o futebol) viram um "meio" para o "fim": a política (o poder).

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[Atualização - 5 de junho de 2013] - Alguns meses depois e a história continua a mesma, com integrantes de torcidas organizadas escalados para fiscalizar as obras da Baixada pelo TCU! Veja aqui!


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