terça-feira, 11 de setembro de 2012

Atlético deverá receber R$100 milhões a menos que Corinthians e Flamengo das cotas de TV, em 2015


Vários jornalistas vem dizendo que os cartolas do futebol estão em conversas adiantas com a TV Globo para acertar um grande aumento nos valores dos contratos de direitos de transmissão para o triênio 2015/2018.

Após o fim do "Clube dos 13", os contratos foram todos revistos, e para este ano de 2012 os valores já aumentaram bastante com relação aos contratos anteriores.

Ainda divididos de forma semelhante aos "grupos" do Clube dos 13, os clubes são (mais ou menos) separados em 5 grupos, sendo que o Atlético está no Grupo 4.

A diferença do Grupo 1 para o Grupo 4, que já era grande (3x) na época do Clube dos 13, manteve a proporção, se transformando em um abismo neste ano.

[valores aproximados]


As especulações para o triênio 2015/2018 falam em um aumento gigante de mais ou menos 70%, e considerando que todos os grupos "ganhem" esse aumento proporcional, o abismo ficará ainda maior.

Desde maneira, em 2015, a diferença entre o Grupo 1 (Atlético) e Grupo 4 (Corinthians e Flamengo), que hoje já está na casa de R$60 MI, chegará na casa de R$100 MI.

Evolução das cotas de televisão 2012-2015.
Se hoje o futebol Brasileiro já está ficando "menos equilibrado", a tendência é que isso só piore, e num futuro próximo veremos 3 ou 4 clubes disputando todos os título nacionais.

Europa

Muitos falam mal desse quesito nos Campeonatos Europeus, onde 4 clubes, no máximo, disputam todos os títulos temporada após temporada. Então vamos fazer um comparativo com a Premier League, a maior liga de futebol do mundo em faturamento, onde também se discute o aumento das diferenças nas cotas de TV entre os clubes.

Na Barclays Premier League a posição de cada clube no campeonato ajuda a calcular a receita de televisão. Por isso, na temporada 2011/2012, o Wolfes FC (último colocado) recebeu 65% do que o Manchester City (primeiro colocado) recebeu. Da mesma forma que acontece no Brasil, outros fatores ajudam a compor a receita dos clubes, mas aí dependem mais da competência dos donos dos clubes (patrocínios e transferências).

[fonte: sportingintelligence.com]

Se mesmo com a diferença muito abaixo da brasileira nas verbas de televisão, o título é sempre disputado por poucos, imaginem como ficaria com diferenças gigantescas...

Futuro

Sem grandes mudanças no panorama atual, clubes como o Atlético terão extrema dificuldade para se manterem disputando títulos nos campeonatos nacionais.

Com a Copa isso deve ficar ainda mais evidente, já que os diferenciais dos clubes mais "organizados" faziam a diferença.

No caso do Atlético, mesmo com menos dinheiro que os clubes "do eixo", a infra-estrutura e a organização vinha fazendo a diferença, equilibrando a diferença econômica com a competência. Mas agora com a Copa, mesmo os clubes mais desorganizados estão se obrigando a se estruturar, com centros de treinamentos e novas arenas para jogo.

Enfim... temos que criar novos diferenciais, e para equilibrar uma diferença financeira muito maior...

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Mais sobre o assunto:

"O abismo aumenta", coluna de Paulo Vinícius Coelho no Estadão.

"Especial: Dívida dos clubes brasileiros bate em R$ 3 bilhões" - Diário LanceNet!

"Premier League TV rights Q&A, including where the money goes and what next" - sportingintelligence.com


SRN

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Depois de começo meio "torto", Atlético vira contra retranca do Boa Esporte

Valeu, São Pedro!
Direto ao que interessa: faltam 10 vitórias!

Agora um pouco sobre o jogo...

Esquema "torto"

O time entrou meio torto em campo, não sei se por orientação do treinador interino ou por falhas de posicionamento dos jogadores. Mas o fato é que até uns 15 minutos de jogo o Atlético jogava num 4-4-2 meio torto, com Henrique jogando aberto pela direita (onde sempre joga), Felipe mais no centro do que na esquerda e Elias como segundo atacante muito próximo de Marcão.

E nessa "tortura" toda (Rá), Naldo falhou bizonhamente e o Boa abriu o placar. Como também não criamos nada, Felipe, que errou tudo que tentou, saiu para a entrada de Marcelo. Aí sim voltando para um 4-2-3-1 com dois meias bem avançados e Elias fazendo a meiuca.

Retranca

Se mesmo empatado o time mineiro já estava retrancado, depois do gol ficou ainda mais atrás. O jeito foi tentar abrir as jogadas pelas laterais numa tentativa de abrir a defesa dos caras, por isso acertou Drubscky ao colocar Marcelo, ainda no primeiro tempo.

Arriscar ou não

No intervalo Drubscky sabia que precisava arriscar mais, e isso significava não tirar Elias do time para entrada de Baier, como costuma acontecer. A dúvida ficou entre Deivid e João Paulo.

Deivid marca melhor, mas tem constantemente errado o passe seguinte a roubada de bola, além de ter péssima qualidade nos chutes.

João Paulo não rouba tantas bolas como Deivid, tem um passe mediano, mas arrisca mais, e tem um chute ótimo.

Eu tiraria Deivid...

Gols

Contra um time retrancado os gols constumam sair assim, pelas laterais ou em bolas paradas. Foi o que aconteceu, e Pedro Botelho pra mim foi o melhor em campo por isso.


Marcelo fez bem o papel que costuma fazer nas jogadas pelo lado oposto do que joga: fechar na diagonal, como na excelente antecipada no zagueiro no lance do primeiro gol. Mas quando as jogadas são pelo lado dele, ele carrega bem a bola, tem velocidade, mas na hora de finalizar/passar sempre erra, impressionante.

Público

Quase 4 mil pessoas, numa terça-feira a tarde, contra o Boa Esporte, na Série B... EXCELENTE!

Piores

Naldo - falha bizonha no gol adversário
Henrique - errou demais;
Felipe - errou mais ainda;
Marcão - não fez gol (matador caneleiro se não faz gol é pior em campo)

Melhores

Pedro Botelho - técnico, rápido, bons passes;
Maranhão - extremamente regular;
Marcelo - pelo oportunismo, pela velocidade e pela antecipada no primeiro gol.

SRN (faltam 10)

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sábado, 1 de setembro de 2012

Ricardo Drubscky deu sua cara ao time (e estragou)

Teorias.... e a prática?
Jorginho pediu um time inteiro novo, a diretoria trouxe, mas um jogo antes de conseguir com que seu time inteiro novo jogasse, Jorginho foi embora, talvez por falar demais, e falou...

Assumiu Drubscky, com o aval da boleirada...

Por ter bom senso, o novo treinador manteve o esquema preferido de seu antecessor, que vinha sendo preparado pra ser implementado. Com o time inteiro novo, contratado especificamente pra esse esquema, funcionou na hora.

Um 4-2-3-1, com laterais subindo para apoiar os pontas, meia distribuidor, volante que sabe fazer a transição, e um veterano decisivo no banco, o interino vence quatro seguidas...

"Bom, agora que venci quatro, estou com moral, vou começar a colocar minha cara nesse time" deve ter pensado o interino...

"Que medo!", eu disse durante a semana.

Pois é, o time que vinha evoluindo mudou, contra Joinville e Ipatinga, só jogou quando precisou correr atrás do resultado.

Laterais agora sobem só na boa, os pontas seguram mais na marcação, o meia distribuidor da lugar a outro, carregador de bola e sem ritmo, o veterano decisivo sai do banco, e o atacante que perde 10 gols em 3 jogos fica 90 minutos em campo todos os jogos.

Agora, o novo elenco bom pra Série B espera tomar o gol pra jogar bola, burocracia pura, coisa de teórico mesmo...

Esse é Ricardo Drubscky, o teórico que continua NÃO servindo pro Atlético.

O problema é que agora é tarde, e se não for com o interino, iremos com quem?

O jeito é torcer pra "nova" diretoria de futebol manjar mais de futebol do que a antiga, por que quando as coisas começam a complicar, já sabemos que escala o time...

Ipatinga 1 x 1 Atlético-PR

Acorda Drubscky, esse time precisa correr riscos, mas oferecendo perigo ao adversário!

SRN

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