quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CBF, comissão de arbitragem e árbitros amadores


Emerson Augusto de Carvalho
A maneira com que a CBF e a Comissão de Arbitragem tratam os árbitros vai contra os próprios árbitros.

As punições públicas sem explicar os motivos deixam todos livres pra pensar o que quiser sobre o que está certo ou errado na regra, que em muitos casos é subjetiva e deixa a interpretação do lance aberta ao juiz. A "blindagem" dos árbitros com relação a entrevistas e aparições públicas distância eles da figura da pessoa, de humano mesmo.

O resultado disso é execração pública de um árbitro que errou (e errou feio) em um, e apenas um lance, numa partida de alta visibilidade.

O presidente da CBF ignora todas as ierarquias e puni o rapaz prontamente, sem saber se ele já estava escalado para algum outro jogo. E já estava, na Sul-americana. E como já estava escalado, apitou!

Aí o cara acerta (e muito bem) num lance difícil, e TODOS os jogadores partem pra cima do "coitado", que está sem credibilidade alguma, já que foi execrado pelo presidente da CBF.

E assim segue... num esporte que movimenta dinheiro na casa dos bilhões, os árbitros ainda são, literalmente, amadores! Pode isso Arnaldo?

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Veja os lances de Santos e Corinthians:


Veja os lances de Coritiba x Grêmio



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Leia mais:

Auxiliar afastado pela CBF acerta lance crucial, mas quase é agredido por jogadores do Coritiba

Os recorrentes erros de arbitragem deste Brasileiro foram tema do Linha de Passe desta semana

Marin demite Sérgio Correa da Comissão de Arbitragem


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A incompetência dos clubes cariocas

...neste caso, do Botafogo!

Isso não é um elogio a torcida do Atlético-PR, mesmo porque, pra mim a presença de público em Paranaguá foi muito abaixo do que poderíamos fazer.

Mas ontem, após ver o público na partida entre Botafogo e Palmeiras, pela Sul-americana, com o craque Seedorf em campo, a comparação foi inevitável.

O Furacão, jogando a Série B, a 100 km longe de sua cidade, está com uma média de público ridúcula de mais ou menos 2500 pessoas por jogo. Contra o Criciúma, na última rodada, foram cerca de 4000 torcedores.
Jogando em Paranaguá o Atlético teve uma média baixa de público.
O Botafogo, tratado como um dos grandes clubes do Brasil, jogando uma competição internacional, com o craque Seedorf em campo, jogando em seu estádio, um dos mais modernos do país, contra o Palmeiras, colocou 2434 pagantes! Nos últimos jogos, a média dos alvi-negros na Série A é de pouco mais de 4000 torcedores. Bizarro né!?

O efeito Seedorf passou em 3 rodadas.

Pra galera que se conforma com o discurso (que é válido) de "temos muito menos dinheiro, não tem como bater de frente com os clubes do eixo assim", esse é um exemplo de onde podemos fazer diferença.

#FicaDica

SRN

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

As opções de Drubscky para o Atlético contra o Criciúma

João Paulo fez falta contra o Asa.
Heracles, Deivid, João Paulo e talvez Zezinho são as novas opções que Drubscky terá para a partida de sábado, contra o líder Criciúma.

Heracles todos já conhecemos, pode voltar a titularidade, já que Pedro Botelho teve uma estreia bem meia-boca, ou seja, perigo a vista na esquerda, pela avenida Heracles. Menos mal que a esquina da avenida com a rua Bruno Costa foi bloqueada por Cleberson, que vem muito bem como zagueiro.

Deivid pode voltar e entrar no lugar de Derley, que desde a sua estreia vem melhorando um pouquinho (e bem pouquinho) a cada jogo. Hoje, prefiro Deivid, pela marcação. Derley aparece mais como opção quando temos a bola, mas quando recebe tem passe e chute igual ou pior do que Deivid.

João Paulo é o grande retorno. Na partida contra o Asa foi nítida a falta que o volante fez na transição entre defesa e ataque. Ainda falta ele acertar os chutes que costumava acertar nos clubes que passou, mas ainda terá tempo pra isso, quem sabe contra o Criciúma ele acerta um de fora da área...

Zezinho, obviamente, deve ir para o banco, já que não joga faz tempo. E vai ter que brigar pra conquistar um lugar no time. Com Carrasco ia muito bem, mas como segundo volante, num time que não visava a criação de jogadas pelo meio, onde teoricamente é a dele. Ou seja, era um ótimo coadjuvante. Agora, quando tiver oportunidades, será como meia aberto, no lugar de Felipe ou Henrique, já que pro lugar de Elias, centralizado, temos Baier e Liguera. Vamos torcer para que possa vingar por ali.

Zezinho volta de muito tempo parado.
Cornetada

Daria mais uma chance para Pedro Botelho, já que Heracles já conhecemos bem...

Manteria Deivid no banco pela falta de ritmo...

Enfim, meu time pra sábado seria: Weverton; Maranhão, Manoel, Cleberson, Pedro Botelho; Derley, João Paulo; Felipe, Elias, Henrique; Marcão.

SRN

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Paulo Baier já "ganhou" 9 dos 26 pontos do Atlético

Desde o início do ano passado insisto que Paulo Baier pode ser muito útil para o Furacão, mesmo sem ser titular, e não deve ser mesmo, salvo casos de necessidade, por contusão ou suspensão.

Entrando no segundo tempo, o "Maestro" costuma sobrar em campo, ainda mais na segunda divisão, onde a entrega física é muito grande desde o início do jogo, deixando os jogadores exaustos a medida em que o tempo passa.

Foi assim ontem, quando Drubscky "acertou errando", colocando Baier (acertou) tirando Elias (errou). O "velhinho" sobrou no meio, inclusive com algumas arrancadas em direção ao gol, e em uma das 3 jogadas que ele criou com bola rolando, Liguera, que também entrou bem, escorou para Paulo Baier colocar no cantinho tirando tranquilamente do goleiro.

Esse foi o terceiro jogo em que o "Maestro" decidiu para o Furacão. Não lembra de outros? Então segue os lances:

Atlético 1 x 0 Ipatinga pela segunda rodada (atrasado) - 10/07/2012

Atlético 3 x 0 Barueri pela quarta rodada - 01/06/2012
Atlético 1 x 0 ASA pela décima sétima rodada - 14/08/2012

Gostando ou não, não tem como negar que, com esse elenco, o velhinho pode ajudar.

SRN

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

[Arena da Baixada] Potencial Construtivo não é dinheiro público

[Foto: ArenaCAP.com.br]
Trecho retirado do artigo "Potencial construtivo", de Rodrigo Barp: (artigo completo neste link):

"Potencial construtivo é possibilidade de comercialização, pelo proprietário de um imóvel, do direito de construção para além da metragem permitida pela legislação municipal de zoneamento e uso do solo urbano...

...Na prática, o poder público municipal, por meio da legislação específica, determina zonas urbanas especiais, visando preservar o patrimônio histórico, o meio ambiente ou de interesse social relevante...

...Quem tem direito de construir, mas cujo imóvel esteja gravado com essas características especiais, pode vender seu direito a um terceiro, e reverter a receita ao restauro, conservação e preservação...

...existente desde 1982, mas pouco explorada, visa à preservação de imóveis de interesse arquitetônico, paisagístico e ambiental, bem como para a implantação de equipamentos comunitários e programas de habitação social...

...A partir de 2010, a TPC será estendida aos clubes esportivos e recreativos, dado o fato relevante da necessária obra de adequação do Estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada) aos encargos da Fifa, para que a cidade possa sediar os jogos da Copa do Mundo em 2014..."

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O dinheiro que será arrecadado a partir do Potencial Construtivo utilizado como garantia na ampliação da Arena da Baixada não existiria se a obra não existisse. E a partir do momento que ele existe, não iria para os cofres públicos, e sim para o proprietário que o comercializa, ou seja, não é dinheiro público!

Questionar as mudanças nas leis que credenciaram o Atlético a utilizar o Potencial Construtivo é uma coisa, válida por sinal. Mas afirmar que o estado está bancando as obras é falta de informação, e no caso dos jornalistas, incompetência ou má fé!

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

4-2-3-1, eu avisei!

Como o título já diz, eu gosto do 4-2-3-1, e ontem o Atlético mostrou que o esquema é promissor com esse elenco. (4-2-3-1, eu avisei!)

No início do ano eu defendia o 4-3-3, pelas qualidades do elenco. Cheio de atacantes rápidos que gostavam de jogar pelas pontas, com poucos meias de qualidade e sem laterais minimamente qualificados, o esquema favorito do então técnico Carrasco era o que melhor podia ser feito com o que tínhamos. Corremos muitos riscos, o que fez a diretoria "obrigar" Carrasco a mudar, aí a coisa desandou.

Veio Jorginho, e com ele um time inteiro de reforços que mudaram completamente o perfil do elenco. Hoje temos 5 meias que podem disputar posição: Paulo Baier, Liguera, Felipe, Elias e Henrique. Ainda temos Harrison correndo por fora. Atacantes, vendemos os melhores (ou menos piores) e trouxemos Marcão, um "Bruno Mineiro sem uruca". Então porque não explorar essa nova qualidade do elenco, formando a já famosa linha de 3 meias armando as jogadas pro atacante centralizado, e chegando pra concluir?

Pois é, com a estreia de Elias como titular isso aconteceu, e o Atlético voltou a jogar um bom futebol, pelo menos no primeiro tempo.

O jogo

Com Felipe e Henrique abertos, com Elias centralizado, e João Paulo e Derley se revezando nas subidas, o Atlético dominou o meio-campo durante praticamente todo o primeiro tempo.

Ok, até aí tudo perfeito.

Mas no segundo tempo um possível problema futuro ficou evidente: e sem Elias, como fazer?

Felipe foi pro meio, e participou bastante da partida, apesar de errar MUITO. Henrique até tentou, e na única jogada que conseguiu dar sequência deixou Marcão na cara do gol pra matar o jogo.

Entrou Ricardinho, e como sempre foi um DESASTRE. Marca mal, faz faltas constantemente, não finaliza bem, erra passes bobos... enfim, só atrapalha.

Ontem, pela formação do banco, Marcelo seria a melhor opção, e ele entrou depois, no lugar de Henrique.

Cornetada

Terão casos em que manter a formação com 3 MEIAS será importante, aí podem entrar Paulo Baier ou Liguera, fazendo a "meiuca" que Elias estava fazendo.

Lembro bem de ter falado que Paulo Baier ainda poderia ser útil neste ano, e aí está a função que ele pode exercer.

Melhores do jogo

Maranhão, Elias e Weverton



Ps.: impressionante como laterais bons fazem diferença depois de sofrermos com vários horríveis.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Os três atestados de incompetência assinados pela diretoria do Atlético em 2012

Sandro Orlandelli e Renan Teixeira
não deixaram saudades...
Primeiro (episódio Sandro Orlandelli e Juan Ramón Carrasco)

A demissão do então Diretor de Futebol Sandro Orlandelli junto com a da comissão técnico liderada por Juan Ramón Carrasco foi o primeiro atestado de incompetência assinado pela atual diretoria do Furacão.

Assumiram o erro (oficialmente, mais tarde com a declaração de Mário Celso Petraglia a uma rádio de fora) em apostar na base formada por jogadores formados dentro do clube, com algumas contratações pontuais indicadas por Carrasco, e eliminando quaisquer resquícios de jogadores "da diretoria anterior" (apenas Paulo Baier foi mantido).

Segundo (Ricardo, o Drubscky)

Demitir/Rebaixar o recém contratado Ricardo Drubscky, após mais uma aposta no "barato", que novamente mostrava que ia sair caro.

Jorginho falou muito, mas pouco
mostrou, no pouco tempo que teve.
Terceiro (Jorginho "prancheta murcha")

Demitir Jorginho após 9 jogos, 11 contratações (quase todas indicadas pelo então treinador), e na partida que marcou a estreia dos últimos reforços. Foi praticamente um "valeu pelas indicações, agora deixa que nós tocamos com o que temos"...

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Moral da história

O barato novamente saiu caro. Desde o início do ano a torcida cobrou contratações melhores, e enquanto um mínimo de vontade de ofensividade foi apresentado, todos tiveram calma.

A partir do momento em que apenas o discurso "bonito" sobrou, as cobranças voltaram, e com razão. E nos momentos de cobrança, a diretoria se perdeu.

Se meteu em escalação de treinador, contratou e demitiu técnico em menos de duas semanas, e mudou completamente tudo o que foi feito no primeiro semestre (até as poucas coisas boas) pra trazer um mar de jogadores campeões de Série B, mas que numa Série A fariam o time cair novamente.

E é sempre importante lembrar que, tudo isso com o mais orçamento da competição.

Admitir a possibilidade de não subir este ano é assumir a completa incompetência no futebol.

Se não sabe, não quer e não gosta, não se meta a fazer.

SRN

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os desfalques que mais preocupam: os laterais

4-2-3-1 é O esquema!
Desde a contratação de Wellington Saci e Maranhão, minhas expectativas com relação ao acesso aumentaram bastante. Não devido a "grande" qualidade dos dois laterais que chegaram pra vestir a camisa titular, mas devido as deficiências de seus antecessores em atacar.

Heracles surgiu como lateral rápido, que avança, mas já mostrou que não tem poder de definição. Até chega próximo da área, mas na hora do passe ou do chute, erra sempre. E defendendo não precisa nem falar nada, virou a já famosa avenida Heracles.

Gabriel Marques chegou dizendo que é praticamente um zagueiro, e não mentiu. Jogou anos formando o lado direito da primeira linha de 4 de um 4-4-2 clássico, onde os laterais não sobem nunca. Defendendo tem suas qualidades, mas atacando, zero.

E em jogos de Série B, com os campos horríveis, marcação pesada e falta de criatividade no nosso meio campo, as subidas dos laterais se tornam a melhor alternativa para as jogadas ofensivas.

E foram justamente as jogadas de ultrapassagem com os novos laterais que me empolgaram no início da partida contra o ABC, finalmente uma alternativa para a falta de criatividade no meio.

Pois é, mas logo isso mudou. Com a contusão de Wellington Saci, o lado esquerdo já ficou totalmente comprometido, com Heracles e Bruno Costa (o "Chama Gol") alterando a titularidade por ali. Maranhão continuou subindo, mas sem ajuda, já que baixou o Adilson Batista no Jorginho, e ele resolveu escalar 3 volantes, as vezes com o melhor deles, João Paulo como principal marcador.

Teoricamente, a chegada dos novos meias Henrique, Felipe e Elias deve ajudar nesse sentido, mas agora Maranhão também se machucou. Ou seja, novamente vamos de Heracles e Gabriel Marques, complicou!

O jeito será dar liberdade para os meias e atacantes abrirem pelas laterais, e quando isso acontecer João Paulo deve preencher a posição de meia, arriscando seus bons chutes por ali.

Vamos torcer!

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Meu 11 para sábado, no esquema que eu mais gosto, o 4-2-3-1:

Weverton; Gabriel Marques, Manoel, Cleberson, (improvisa profexô), Derley, João Paulo; Felipe, Liguera, Henrique; Marcão.

SRN

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