quarta-feira, 20 de junho de 2012

Semanas decisivas


Gigante do Itiberê, com gramado péssimo

Durante este primeiro semestre, não foram poucas as vezes que "a ficha caiu": vamos jogar a Série B. E aquele sentimento de tristeza, misturando com indignação voltava. Depois de um tempo, já "conformado" com a idéia de que teremos que disputá-la e pronto, passei a tentar a enxergar algo de positivo nisso tudo, aí pensei: pelo menos esse ano vai ser "mais tranquilo", com adversários fracos, devemos subir com facilidade.

Pois é... não é o que vem acontecendo.

E pior, o cenário do Furacão para as próximas semanas é complicadíssimo:

- Jogando um futebol de baixíssimo nível na Série B, desde a partida contra o Joinville o Atlético não mostra organização ou qualidade que indique um caminho melhor no campeonato.

- Saiu Carrasco, perdido em meio as bizarras ingerências da diretoria em seu trabalho.

- Por eliminação, vem Ricaro Drubscky, estudioso do futebol, mas sem sucesso na prática que o credencie a trabalhar no Furacão. Pra piorar, seu discurso é clássico de técnico perdedor.

- Nos mudamos para Paranaguá, muito pela falta de capacidade e investimento da diretoria em conseguir um acordo com Paraná ou Coritiba, além da cabeça dura dos rivais tocando o assunto. E a "nova casa" tem tudo que um time fracassado deve ter na Série B, estrutura ruim, poucos torcedores e gramado horrível.

- E a preocupação aumenta analisando os próximos adversários do rubro-negra: Ceará (fora), Bragantino (em Paranaguá) e América-MG (fora). Serão 9 pontos disputados para definir se encostamos na parte de cima ou na parte de baixo da tabela.

Enfim, vamos torcer... e muito!

SRN

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A péssima estreia de Ricardo Drubscky

Gramado horrível em Paranaguá
Ricardo Drubscky

O novo técnico do Atlético já deu os primeiros sinais de que é um "técnico comum" do futebol brasileiro.

Quando digo comum, quero dizer que é daqueles que passam a carreira treinando times das divisões de acesso pelo Brasil.

Algumas afirmações e atitudes no sábado me fazem pensar assim:

- Drubscky afirmou que enfrentamos um "grande" adversário, o Goiás. Tá de brincadeira né... o time deles é fraquíssimo, se limitou a marcar durante a partida toda.

- Disse também que "viu vários pontos positivos na equipe, e que a equipe já está um pouco organizada"... deve ter cheirado meia então, pois não tivemos organização alguma, jogando num falso 4-4-2, que na verdade era um 4-3-3 com Harrison escondido na ponta direita.

- Fez substituições completamente equivocadas, já que trocou Harrison, que estava em posição errada por Pablo, também em posição equivocada. Depois trcou 6 por meia duzia, colocando Ricardinho no lugar de Edigar Junio. E pra imitar Carrasco, tirou o centro-avante Fernandão, que era o único que consiga ganhar as bolas lançadas da defesa pra colocar Bruno Furlan. Ou seja, com o meio campo não funcionando, mexeu apenas no ataque, como contra o CRB.


Enfim, começou mal Ricardo Drubscky, espero que com uma semana de trabalho, defina o esquema, e não mantenha dois volantes contra o Ceará, que é outro time que vem mal.

Unidade móvel da PlanetaCap
Gigante do Itiberê

Chegando em frente ao estádio, pareceu simpático, confortável, com ruas tranquilas e clima acolhedor.

Mas na parte de dentro, que é onde interessa, tudo deixa a desejar. Começando pela estrutura pra imprensa, semelhante a Vila Capanema, ou seja, nível de futebol amador mesmo.

O gramado nem se fala, completamente impraticável. E aí foi o que tirei de bom da entrevista de Ricardo Drubscky, disse ele: "a diretoria tem que rever isso aí". E tem toda razão o treinador, pois pra jogar ali terá que treinar o time pra jogar bola na área o tempo todo, pois a bola não rola de jeito nenhum.

E pra completar, as arquibancadas, com "bancos" que atrapalham em vez de ajudar, muito mal feito.

SRN

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ricardo Drubscky: por eliminação, uma aposta coerente


Aposta coerente.
O novo técnico do Furacão é Ricardo Drubscky.

Não agradou a torcida por ser desconhecido, e aparentemente não ter experiência suficiente para o desafio de treinar um time como o do Furacão.

Mas, considerando todos os fatores que envolveram a escolha do novo treinador, por eliminação, a escolha me pareceu coerente. Vamos aos fatores:

- Carrasco não podia mais continuar, depois do "puxão de orelha" da diretoria sobre as invenções, passou a inventar mais, traindo suas próprias convicções (frase "roubada" do Blog Bola na Corpo);

- Caio Jr seria uma boa opção, na minha visão, mas tinha propostas do futebol do exterior, ou seja, muito caro pra seu nível;

- Jorginho, que seria outra boa opção, quase acertou, mas exigiu (ele ou o empresário) uma cláusula comum em clubes pequeno, liberando o treinador em caso de propostas da Série A. Não tem como, deve estar apenas esperando os primeiros técnicos caírem na Série A pra "pegar uma boquinha". Esse tipo de comportamento dos técnicos ajuda a justificar o excesso de demissões por parte das diretorias.

- Vagner Mancini, Toninho Cerezo, Stevam Soares nem comentou, seria pagar caro pelos mesmos técnicos de sempre...

Alguém tem mais alguma idéia de técnico? Eu não, e por isso, de cabeça "menos quente", entendo que a contratação de Drubscki é uma aposta válida. Em favor do novo treinador ainda temos o fato de ele conhecer muito bem o elenco rubro-negro, por ter coordenado a base pouco tempo atrás, o que indica que ele deve usar, e muito, os jogadores mais jovens!


Por fim, o treinador já afirmou que prefere jogar no 4-4-2, então vamos a primeira cornetada no "11 ideal":

Rodolfo; Gabriel Marques, Manoel, Cleberson, Heracles; Deivid, Zezinho, Paulo Baier, Harrison; Edigar Junio e Fernandão.

Formando um losango na meia, com Harrison como meia-atacante, Zezinho e Baier fazendo a ligação e subindo como "homem surpresa", além de Edigar Junio abrindo pelas pontas quando necessário.

SRN

Atualização (21-06-2012): Após meia-dúzia de discursos batidos, e apenas uma partida "comandando" o amontoado que se tornou o rubro-negro, a expectativa já passou do "vamos ver" pro "ferrou tudo"! Valeu diretoria!

terça-feira, 12 de junho de 2012

O "11 ideal" nunca existiria com Carrasco


Ainda sobre a demissão de Carrasco, muitos dizem que as contratações não vieram, alegando que Carrasco não teve jogadores suficientes pra fazer o time funcionar como queria. Discordo, basta lembrar do início de ano e das escalações que ele utilizou na época.

Com a lista dos 37 jogadores utilizados por Carrasco (retirado da furacao.com, link aqui) durante sua passagem no CAP, podemos ver o tamanho das "carrascadas".

Lembrando que o último time que entrou em campo tinha Rodolfo, Gabriel Marques, Manoel, Cleberson, Bruno Costa, Alan Bahia, Deivid, Heracles, Martin Liguera, Bruno Mineiro e Tiago Adam. Segue a lista dos atletas, com os "meus" 11 titulares (HOJE) destacados em negrito, formando um 4-3-3:

Cleberson conquistou a vaga.
GOLEIROS
Rodolfo
Vinicius

LATERAIS
Gabriel Marques
Paulo Otávio
Adriano
Diego Bairo
Héracles

ZAGUEIROS
Manoel
Gustavo
Rafael
Zezinho surpreende pela regularidade.
Cleberson
Bruno Costa

VOLANTES
Deivid
Renan
Alan Bahia
Renan Teixeira

MEIAS
Paulo Baier
Zezinho
Marcinho
Martin Ligüera
Lucas Sotero
Jenison

Furlan se destaca pela disposição
ATACANTES
Bruno Furlan
Ricardinho
Marcelo
Bruno Mineiro
Nieto
Morro García
Pablo
Harrison
Edigar Junio
Léo
Guerrón
Taiberson
Patrick
Fernandão
Tiago Adan

A comparação entre o 11 "ideal" e o que vinha sendo utilizado evidencia o tamanho das invenções, por isso a demissão já foi mais do que justificada.

PS.: riscados os jogadores que nem no elenco deveriam estar...

Carrasco caiu, e agora?


Inventou demais!

Acredito que manter o que Carrasco trouxe de bom seja o mais importante: a característica ofensiva do time, explorando os jogadores mais jovens.

Um Atlético que, mesmo jogando no contra-ataque, possa oferecer risco constante ao adversário, com muita criatividade e velocidade no meio, com atacantes que saibam jogar, lembrando os times que tivemos antes entre 1995 e 2004.

Pensando no longo prazo, isso deve ser implementado desde as categorias de base, visando a criação de meias e atacantes com habilidade. Chega de tiriças!

Mas pensando no curto (curtíssimo) prazo, a Série B está em andamento, e precisamos de um técnico que se se enquadre no que O CLUBE enxerga do futebol. E toda essa visão "ofensiva" deve ser mantida PELO CLUBE, e não pelos técnicos que aqui vem.

Dificilmente os treinadores duram nos clubes de futebol, e isso não é mais exclusividade dos clubes brasileiros. Diretorias mudam, com isso a visão sobre alguns detalhes do futebol mudam dentro do clube, e os técnicos acabam "pagando" por isso. Por outro lado, basta uma boa campanha para o técnico receber uma boa proposta e "abandonar o barco", como fez Carpegiani dois anos atrás. Enfim, técnicos vem e vão, por isso a filosofia de jogo tem que ser "incrustada" no clube.

Nomes

Estão falando em Estevam Soares, por favor né, NÃO!

Jorginho, ex-Portuguesa parece ser um nome razoável, e desempregado.

Caio Jr, imagino que seja mal visto por boa parte da torcida, mas eu gostei dos trabalhos dele no Paraná, Palmeiras e Flamengo, não dando certo mais por razões políticas do que por resultados.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Porque trocar?


Acredito que seja claro para todo torcedor atleticano que o elenco atual precisa de reforços se quiser ter a "facilidade" esperada para ficar entre os quatro primeiros da Série B 2012.

Mas ao contrário do que muitos torcedores pensam, não acho que o elenco é inteiro de "tiriças", e acredito que a base, principalmente os jogadores mais jovens, é promissora.

Considerando isso, o treinador Juan Ramon Carrasco começou o ano muito bem, na minha visão. Resgatou uma característica ofensiva na equipe, de contra-ataques rápidos, jogando com muitos jogadores a frente, sempre buscando o gol. Essas foram suas virtudes.

Chega de invenções
Desde o começo do ano apontei algumas preocupações com esse esquema, mesmo gostando do que estava vendo: jogar assim contra times mais qualificados e a condição física dos jogadores.

E pra solucionar esses dois "problemas", Carrasco esqueceu suas virtudes, passou a jogar no 4-4-2 mesmo contra adversários fracos, e passou a inventar mais do que nunca com a desculpa de poupar alguns jogadores.

E o problema maior é que mesmo com todos os desfalques, Carrasco inventa o inimaginável. Coloca zagueiro recém recuperado improvisado na lateral; lateral sem inspiração como meia de criação; meia leve e baixinho para fazer o pivô; e centro-avante cabeça de bagre como ponta. O motivo, nem ele consegue explicar! E pra completar, insiste no mesmo erro jogo após jogo.

Chega, não dá mais!

Trocar treinador por trocar é errado e inútil, por isso concordo com alguns atleticanos que dizem que temos que ter alguém certo antes mandar Carrasco embora.

Mas ficar com Carrasco não dá mais, precisamos de um treinador que NO MÍNIMO escale o melhor que temos, que já não é muito.

SRN

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sem inventar o time é...

Depois da vitória de ontem, não tem mais o que inventar (já não tinha)...

Zezinho tem que ser titular;

Baier e Liguera juntos complica;

Fernandão é ruim, e mesmo assim melhor que Bruno Mineiro;

Vender Guerrón é perder o "diferente", mesmo que ele não sirva para o "projeto".

Contra o Barueri, o 3 a 0 veio com tranquilidade, ou até com sonolência, mas veio. No poder de decisão de Paulo Baier, e como será em toda a Série B, na fragilidade do adversário.

E engraçado que desta vez o Atlético melhorou na segunda etapa, com as entradas de Zezinho e Fernandão, quebrando a sequencia de "segundos tempos" ruins!

Melhorou não porque milagrosamente voltou a ter preparo físico, e sim pelas alterações de Carrasco, corrigindo seus próprios erros na escalação do onze inicial.

E o time que terminou a partida é, na minha visão, praticamente o time que deve continuar jogando, no 4-3-3, com Rodolfo, Gabriel, Manoel, Cleberson e Heracles; Deivid, Zezinho, Paulo Baier (Liguera); Guerrón, Fernandão e Edigar Junio.


SRN