sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Descrença


Esse começo de ano tem sido agitado nos bastidores do futebol brasileiro/paranaense.

No Brasil, a CBF (e Ricardo Teixeira) está em crise política; no "Paranã" só se discute sobre torcida única, violência, polícia...

A política, que seria um meio para que as coisas funcionem, parece estar virando um objetivo final dentro do futebol. Mas espera aí, as coisas já não funcionam assim faz tempo?

O problema é que o futebol no Brasil (e no mundo) é apenas um reflexo da sociedade, onde as motivações e vontades políticas estão sempre MUITO acima das motivações técnicas (e esportivas, neste caso). A diferença é que na sociedade as pessoas não podem simplesmente parar de viver, tem que enfrentar os problemas e arrumar uma maneira de viver com isso. Já no futebol, bastaria desistir de torcer.

Então seria o "começo do fim" do futebol?

Alguns podem dizer que a "paixão" pelo futebol vence facilmente essa "descrença"...

Mas parando um pouco pra pensar, você já não foi muito mais "apaixonado" pelo futebol? Eu já!

#ForaRicardoTeixeira
#ForaHélioCury

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E não é que o Atletiba foi bom... já o Héber...


Atletiba bem movimentado, com Atlético jogando pra cima e Coritiba levando perigo nos contra-ataques...

Carrasco está fazendo um ótimo trabalhando tático, resgatando uma identidade ofensiva e de toque de bola, perdida no rubro-negro desde 2004.

O problema é que o técnico uruguaio parece enxergar habilidades estranhas em alguns jogadores. Pablo na lateral e Nieto entrando no lugar de Liguera foram mais duas provas disso.

Também temos problemas na zaga, principalmente nas bolas aéreas, e nas jogadas de velocidade em cima de Gustavo, que é muito lento nas arrancadas.

Mesmo com todos os problemas, e correndo perigo em alguns lances, o Atlético jogou mais, e perdeu várias oportunidades de abrir o placar, principalmente com Liguera, que apareceu bem pra fazer as jogadas, mas errou quase tudo que tentou hoje.

Saldo do clássico:

2 defesas incríveis de Rodolfo;
4 chances incríveis cara-a-cara perdidas por Liguera (2), Bruno Furlan e Marcelo;
e 1 pênalti escandaloso não marcado por (sempre ele) Héber Roberto Lopes... é brincadeira!