quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um atleticano em São Paulo


Já era final do dia de trabalho, umas 18h30, e chegava a hora do jogo do Furacão, contra o Cruzeiro, na Baixada.

Começou aquela sensação de frio na barriga, nervosismo, afinal, precisávamos da vitória: - "Vou pra casa", pensei.

Chegando no térreo do prédio, encontro dois amigos.

- "E aí, bora tomar umas brejas (beras poooo) lá em casa!", um deles convida, e respondo de imediato:

- "Tem jogo do Atlético, não rola", como eles já me conhecem, nem questionam.

Nessa enrrolação pra ir embora, chega a hora do jogo, 19h30, e ainda tinha que pegar o trem.

Acesso o Twitter pra confirmar a escalação com os tuiteiros de plantão, e começo a pensar numa maneira de acompanhar o jogo até chegar em casa.

- "Rádio pela 3G não rola, vou gastar muitos Megabytes e a bagaça vai sair caro, então vamos tentar uma rádio doida aqui de São Paulo mesmo (no meu MP3 Player), que esteja falando do jogo", mas nenhuma nem comenta os lances.

- "É, vou ter que apelar para o smartphone e sua cara rede 3G".

A primeira rádio que encontro sintonizo e quem está narrando... Fachinelo.

- "Po, Fachinelo narrando é sacanagem!", disse eu, com uma senhora no banco da frente me olhando torto.

Chegando na estação ao lado de casa, já se peassavam quase 30 minutos de partida, quando:

- "GOL!", gritei seco, socando o ar... e agora é um rapaz com a camisa do Corinthians que me olha, achando estranho.

Chegando em casa, entrando no elevador, ataque do Cruzeiro... e caiu o sinal da 3G... - "Baralho!", pensei sozinho.

Já no apartamento, ignorei a rádio e parti para o computador para assistir o jogo pela internet mesmo, já que o PFC tá caro demais, e a galera que mora comigo nem pensa em rachar!

Enquanto isso, a galera do Twitter me informa, empate do Cruzeiro, Wellington Paulista... - "Baralho", agora gritei sozinho.

E nada da internet funcionar... - "Via Embratel do Baralho", pensei novamente!

Acaba o primeiro tempo, e a internet não volta durante todo o intervalo.

- "O jeito vai ser acompanhar pela rádio, via smartphone, pela 3G, com o Fachinelo narrando... que beleza".

E assim o segundo tempo começa... e nada de gol do Furacão... o tempo vai passando... e passando...

- "Anselmo expulso... AGORA VAI!", fico na esperança.

O narrador avisa: - "40 minutos...", e eu: "AHHHHH, VAMO ATLÉTICO!"...

Enquanto isso meu pai estava na Arena, sofrendo junto com a torcida toda: - "Que saudades!", pensei.

A rádio anuncia: - "43 minutos, o Atlético está pressionando, e... (pff)". Caiu a 3G!

- "P$#@ M#@&^, Vivo do Baralho!"

E agora, vamos de internet, mesmo que na base da lentidão, via Twitter... e 2 minutos depois os tuiteiros anunciam:

- "GOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLL Cléber Santana 2.0!". Aí eu emendo um: - "GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL POR^&@#*!"

Pego o telefone, ligo pro "véio", que atende com:

- "UUHUUULLL, VITÓRIA!"; e ao fundo escuto nitidamente a torcida gritando: - "Atléticoooooooo, Atléticooooooooo, Atléticooooooooo", o juiz tinha acabado de apitar o final da partida!

- "E aí, povão animado hoje?", pergunto;

- "Tá pegando fogo aqui, Cléber Santana jogou demais", ele responde gritando.

- "Esse time ainda me mata do coração, agora é rumo a Libertadores! (piada interna)", eu digo.

- "É isso aí, nos vemos sexta então, e domingo tem mais, tchau!", responde gritando ainda mais alto, com a torcida cantando o Hino ao fundo!

Desligo o telefone arrepiado, com uma puta mistura de saudades (da família, de casa, de Curitiba, desses momentos na Arena):

- "P&^% M#$%@, queria muito estar lá!"

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E o jogo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Será que a "Novela Pinheirão" terá seus últimos capítulos em breve?


E parace que o Coritiba vai mesmo comprar o Pinheirão...

Pelo menos é o que afirmam André Pugliesi e Gustavo Ribeiro, em reportagem especial para a Gazeta do Povo.

Mas que interesse o Atlético pode ter nisso? ... simples... a "fFPF" (falída Federação Paranaense de Futebol) deve MUITA grana para o Furacão.

Agora resta saber se a grana vem mesmo pro Furacão ou pára no bolso de algum cartola antes...

Vamos ficar de olho!

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Final inesquecível do Paranaense de 1998... eu tava lá!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Falando "a língua dos jogadores" até os TRÊS volantes funcionam

E veio a primeira vitória fora de casa do Furacão.

Placar elástico, sem correr muitos riscos, matando o jogo no contra-ataque.

Faz algum tempo que venho dizendo que tenho saudades daquele Atlético dos contra-ataques que fez o clube aparecer pro Brasil de 1995 pra cá, e Renato Gaúcho parece estar resgatando aqueles times...

Não quero comparar nada, apenas estou lembrando de como é bom ter um time que preocupa o adversário pela velocidade, que empolga a torcida pela raça e vontade dentro de campo.

Ontem, contra o Dragão, o Atlético nitidamente "deu campo" para o adversário. El Morro, Madson e Marcinho marcavam literalmente encima da linha de meio campo, e quando um lateral subia, quem estava por ali acompanhava (por isso é complicado ter Branquinho como titular, ele não acompanha). Isso é disciplina tática.

E quando o Furacão roubava a bola (ou ganhava de presente... eita time fraco esse do Dragão) saia na velocidade, com Cléber Santana organizando/distribuindo, Kléberson subindo como "elemento surpresa", e os dois laterais apoiando.

É o "simples, o "feijão com arroz" funcionando perfeitamente, com muita dedicação da "boleirada"... e é nessa dedicação que fica evidente a diferença entre Renato e Adílson.

O ex-treinador escalava esse mesmo time (taticamente) com TRÊS volantes pra desespero da galera. Mas agora fica evidente que o problema não eram os TRÊS volantes, e sim a vontade da boleirada respeitar o "professô". Não estou dizendo que gostei do trabalho do Adilson, afinal esse respeito que ele não teve é obrigação dele mesmo, como técnico, conquistar... e aí aparecem os méritos do Renato.

Mas voltando ao jogo de ontem... e se tivéssemos um lateral esquerdo melhorzinho hein... seria uns 6 a 0. Paulinho até azarado é, quando acertou UM cruzamento, o juizão anulou o gol... Que beleza!

Melhor no Furacão:

- "Manél", não perdeu uma lá trás e fez o dele lá na frente.

Piores no Furacão:

- Paulinho, que só acertou um dos 15 mil cruzamentos que fez, e ainda é azarado.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vitória do #SaiZica

Não dá pra dizer que fomos superiores, que fomos coroados com o gol depois de pressionar, ou coisa parecida.

Também não da pra dizer que jogamos mal, porque fomos bem contra o Santos, que na minha opinião tem o melhor ataque e o melhor técnico da competição.

Mas então como explicar a vitória?

Simples, a #zica foi embora, só pode ser isso!

Contra o Avaí, Vasco e Ceará, atacamos, contra-atacamos, ficamos cara-a-cara com o goleiro adversário, e NADA! Era a tal da #zica!

Só que ontem, na Arena, foi o contrário. A defesa de Renan seguida da bola na trave de Neymar comprovaram que nada podia tirar a vitória do Furacão, e olha que muita gente "qualificada" (e vários sentidos) tentou.

E a torcida fez bonito, mesmo com muita chuva.
[Foto: www.atleticoparanaense.com / Patricia Bahr]
Eles


Primeiro a qualidade legítima, na bola:

- Neymar joga muito. mesmo com Deivid fazendo vários desarmes no atacante, ele conseguiu ser um dos destaques da partida.
- Borges, baita atacante (eu mesmo sempre quis ele no Atlético), conseguiu dominar e fazer o pivô na maioria das bolas que recebeu, incluindo no gol.

E toda essa qualidade do time do Santos só valorizou mais ainda nossa vitória.

Mas agora vamos a "qualidade" do árbitro, da sacanagem mesmo. Marcelo de Lima Henrique, o calhorda que já avacalhou vários jogos do Furacão. E pesquisando um pouco percebi que ele só apita jogos entra o Atlético e times paulistas:

- São Paulo (Brasileiro 2009 - 1x0);
- Palmeiras (Copa do Brasil 2010 - 0x1);
- Corinthians (Brasileiro 2010 - 1x2);
- e agora Santos (Brasileiro 2011 - 3x2).

Todas atuações polêmicas, com critérios ridiculamente diferentes na mesma partida.

Mas é isso, dentro de casa temos que passar por cima da qualidade do adversário e da sacanagem dos árbitros.

Nós

Além de toda essa qualidade contra nós, a bola caiu nos pés (ou na cabeça) dos "abençoados" da noite nos momentos certos.

Cléber Santana driblou 3 tabelando com a poça d'água, e não perdeu; Manoel apareceu sozinho entre a zaga adversária, e não perdeu. E no final, um cruzamento meio torto, Edigar Junio só desvia e a bola vai caprichosamente pra cabeça de Marcinho, que num "peixinho" mata o "peixe". (perdão pela repetição e pelo plágio da ironia, mas é muito boa!)

Infelizmente não pude assistir o jogo in loco, pois não estava em Curitiba. Mas pelo som na televisão, a torcida me pareceu um pouco diferente das últimas rodadas. Mesmo depois do empate do Santos escutei várias vezes os gritos de incentivo, ainda que um pouco misturados às vaias para Paulinho. O importante foi que os incentivos predominaram, o que já é um baita avanço, pra um torcida que está ficando meio chata nessa "era dos sócios". (Pra quem estava no jogo, foi isso mesmo?)

Agora é comemorar essa vitória, pois jogamos no limite. Contra o Atlético-GO, se jogarmos como contra o Botafogo e Santos, podemos voltar com a vitória, basta não perder tantos gols como contra Avaí, Vasco e Ceará.

Melhor da partida


Cléber Santana - errou pouquíssimo; fez um golaço; organizou o meio; e não se escondeu.

Pior da partida


Paulinho - desastre na marcação; só cruzou da intermediária e errado, como sempre. Só é útil quando faz tabelas com ultrapassagem por trás da zaga, entrando na diagonal, por isso chegou a jogar bem com o Carpa, completando a segunda linha de quatro pela esquerda. E mesmo assim, costuma errar o alvo.


#VamosFuracão!