quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Algumas reflexões após quatro jogos sem derrota

Branquinho marcou o primeiro.
(Foto: Ag. Estado)
Do GloboEsporte.com:

O Furacão começou marcando a saída de bola do Ceará. Encontrou a defesa menos vazada do campeonato e não teve muitas chances para tentar o contra-ataque. O primeiro lance de perigo saiu dos pés do visitante. Kempes, estreante da noite, ajeitou para Camilo, que mandou por cima do gol paranaense, aos oito.

Ansiosos, os donos da casa contavam apenas com as boas jogadas pela esquerda de Branquinho. Em uma delas, Manoel sofreu falta na entrada da área. Paulo Baier cobrou, mas chutou longe da meta de Michel Alves, que substituiu Diego nesta quarta-feira. Bruno Mineiro também tentou abrir o placar na Arena da Baixada, mas parou nas mãos do goleiro do time cearense.


Os escanteios continuavam a sair pela esquerda do ataque paranaense, mas a bola não chegava para Bruno Mineiro, atacante do Furacão que não marca há seis partidas. Aos 31, Paulo Baier cobrou pela esquerda, e Branquinho pegou o rebote para driblar o marcador e chutar rente à trave direita de Michel Alves. Mas foi do lado cearense que apareceu a melhor chance do primeiro tempo.Oziel cruzou da direita e Kempes, sem marcação, quase na marca do pênalti, cabeceou fraco no meio do gol, facilitando o trabalho do goleiro Neto, aos 42.

Paulo Baier ainda tentou acertar mais uma cobrança de falta aos 45, mas não era o seu dia. O Furacão foi para o vestiário sob vaias da torcida, e o camisa 10, que reclamou por ter jogado como segundo volante, não voltou mais para o gramado.

Furacão avança e pressiona no segundo tempo

O Atlético-PR voltou melhor na etapa complementar. Guerrón entrou no lugar de Paulo Baier, e Federico Nieto substituiu Bruno Mineiro. Os estrangeiros de Carpegiani abriram o ataque do Furacão. Mais solto, o time avançou e pressionou o Ceará no início do segundo tempo.

Aos 14, Maikon Leite tocou para Branquinho soltar a bomba. Michel Alves, bem na partida, defendeu e mandou a bola pela linha de fundo. Em seguida, foi a vez de Nieto também tentar colocar o Furacão na frente do marcador. A marcação cearense parou a jogada do argentino.

Aos 17, enfim, saiu o grito de gol na Arena da Baixada. Guerrón cruzou na direita, e Branquinho dominou antes de se livrar do marcador e chutar cruzado. Gol do Atlético-PR, e comemoração com dancinha na linha de fundo.

O Furacão continuou melhor no jogo, com o Ceará recuado, tentando se defender. Aos 29, Branquinho cobrou escanteio, Manoel desviou com a cabeça, e Chico, que quase deixou o Atlético-PR na última semana para ir para o futebol espanhol, virou na pequena área para acertar um forte chute e ampliar a vantagem paranaense para 2 a 0.

Aos 43, Magno Alves recebeu bom passe de Geraldo, entrou na área e chutou no canto esquerdo de Neto para diminuir para o Vovô. O Ceará continuou insistindo no ataque, mas não deu. A vitória era do Furacão. (matéria completa, clique aqui)

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Algumas observações após essa sequência de 4 jogos sem derrotas.

A má fase de Paulo Baier chegou no ponto onde ele passou a atrapalhar mais do que ajudar, em alguns momentos. Sem dúvida é um jogador muito importante para o elenco, mas o time não pode mais jogar em função dele, como vinha acontecendo.

Branquinho jogou bem apenas quando Baier não estava em campo, e também quando se aproximou dos atacantes, fazendo tabelas rápidas e objetivas.

Guerrón não pode ficar "escondido" na direita, atrás do lateral adversário. Lá ele só serve pra prender o lateral. Se o jogador se aproximar do centro-avante e da área, é muito mais perigoso.

Os dois laterais do Atlético são fracos. Paulinho fez um primeiro tempo assustadoramente ruim, melhorou um pouco no segundo, após o gol. Wágner Diniz perdeu todas as jogadas que tinha direito e um pouco mais.

A fase de Bruno Mineiro não é ruim, é HORRÍVEL. Nieto entrou jogando simples, fazendo o pivô muito bem, e deve ser titular contra o Avaí.

Rhodolfo continua jogando muita bola!

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Melhores do CAP

Branquinho, que fez um primeiro tempo fraco e jogou muito depois do gol.
Rhodolfo, que deu segurança na zaga em momentos ruins do Furacão na partida.

Piores do CAP

Bruno Mineiro, que não fez, basicamente, nada.
Wágner Diniz, que só armou contra-ataques pro Ceará.

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Melhores momentos da partida

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