quinta-feira, 15 de julho de 2010

Novos valores para a conclusão da Arena da Baixada fazem pensar... Vale a pena?

"Na última quarta-feira (14), durante a Assembléia Pública que discutiu as garantias financeiras da realização da Copa 2014 em Curitiba . O clube avisou que terá um prejuízo aproximado de R$ 45 milhões nos dois anos que o estádio ficará fechado para ser adequado ao caderno de encargos da Fifa.


A conta, que segundo o Conselho Fiscal do clube não é nova, prevê inúmeras dificuldades com o período de obras no Joaquim Américo. Dentre os problemas apontados no balanço estão a cessação de arrecadação de lojas, academia, restaurantes, estacionamento; queda de arrecadação na venda de cadeiras e camarotes; menor resultado na venda de publicidade no campo, em todas as competições; despesas com locação de imóvel para o setor administrativo; locação de estádio para mandar jogos, deslocamentos da equipe, hotéis e alimentação, além do passivo trabalhista.


Se a gente não precisasse se adequar ao caderno de encargos da Fifa, e apenas fizermos as obras de conclusão do estádio, a gente poderia continuar mandando os jogos na Arena. Mas com a Copa do Mundo, temos de achar um outro estádio, talvez outra cidade. Londrina?, Cascavel? Não sei...”, argumenta o presidente do Conselho Fiscal do Atlético, Amadeu Geara, lembrando que a definição da praça onde o Atlético mandaria seus jogos, caso a Arena seja confirmada no Mundial, seria uma decisão dos Conselhos Administrativo (presidido Marcos Malucelli) e Deliberativo(presidido Gláucio Geara).


Já contando com a perda destes cerca de R$ 45 milhões, o Atlético estima que R$ 200 milhões serão gastos com a Copa do Mundo em Curitiba. Neste calculo estariam as inclusas as obras no estádio Joaquim Américo, para adequação ao caderno de encargos da Fifa (R$ 138 milhões), e dependências anexas, projetos executivos (RS 12 milhões) e retificação do Rio Água Verde, que passa por baixo da região onde está localizado o estádio(RS 3,2 milhões).


É evidente que o clube fará todo empenho para minimizar ou atenuar algumas das evasões de receita ou do lucro cessante, mas não se pode trabalhar em emocionais equívocos que podem, no futuro, comprometer o patrimônio que os sócios do Atlético consolidaram ao longo dos últimos 86 anos”, disse Geara, lembrando que não se trata de nenhuma conta nova que o governo teria de arcar. Ele deixa claro que serão prejuízos já previstos e que terão de ser arcados pelo Atlético.

Fonte: Gazeta do Povo"

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Os valores são assustadores. Se pensarmos que o CAP precisará jogar fora da Arena por mais de um ano, o prejuízo será realmente enorme. E não apenas para os cofres do clube. Também afetará diretamente o futebol, afinal, mesmo sem bons resultados nos últimos anos, nosso time sempre foi dependente da Arena.

Pra mim, é uma questão de se adequar. Jogar em Londrina ou Cascavel, por exemplo, seria um absurdo. Tudo bem que angariar novos torcedores no Oeste/Norte é importante. Mas na prática, os jogos teriam públicos ridículos se comparado a jogos em Curitiba, no Couto Pereira, por exemplo.

São tantos problemas que iremos enfrentar durante as obras, que me faz pensar se realmente vale a pena!!!

Ainda acho que vale, mas tudo deve ser muito bem feito. E fazer as coisas bem feitas não tem sido normal no comando do Atlético nos últimos 5 anos.

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